Operação Crédito Oculto mira sócio do Banco Genial por lavagem de dinheiro
Investigação aponta uso do Banco Genial para ocultar a compra da distribuidora Terrana por suspeitos de ligação com o PCC e máfia dos combustíveis.
Pontos principais
- Humberto Tupinambá, sócio do Banco Genial, é alvo da operação por suposta lavagem de dinheiro.
- Esquema teria movimentado mais de R$ 120 milhões para ocultar donos da distribuidora Terrana.
- Investigações ligam a estrutura financeira a empresários foragidos e ao PCC.
- Banco Genial já enfrentava sanções do Banco Central por falhas em compliance e câmbio.
- Recursos do esquema teriam financiado o filme 'Dark Horse', sobre Jair Bolsonaro.
A Operação Crédito Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado o Banco Genial para mascarar a aquisição da distribuidora de combustíveis Terrana. Entre os principais alvos está o sócio da instituição, Humberto Tupinambá, suspeito de arquitetar a estrutura financeira necessária para ocultar os verdadeiros donos da empresa, Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, ambos foragidos da Justiça.
Segundo o Gaeco, o esquema envolveu a circulação de mais de R$ 120 milhões por meio de fundos de investimento e holdings, com indícios de conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações, que derivam da Operação Carbono Oculto, também apontam que parte dos recursos teria sido destinada ao financiamento do filme 'Dark Horse', uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Banco Genial já era alvo de escrutínio por parte do Banco Central, que impôs multas e inabilitou o presidente da instituição, André Schwartz, por falhas graves na qualificação de clientes e em operações de câmbio.
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