BC não vê sinais de propagação inflacionária por choque no petróleo
O Banco Central avalia que o aumento nos preços do petróleo ainda não gerou efeitos de segunda ordem na inflação brasileira.
Pontos principais
- Relatório de Política Monetária indica ausência de contágio inflacionário relevante.
- Empresas têm absorvido custos via compressão de margens de lucro.
- Dados de negociações coletivas não mostram aceleração salarial disseminada.
- Expectativas de inflação permanecem ancoradas devido à baixa atenção pública ao tema.
- Projeção do BC aponta pico do petróleo no quarto trimestre de 2026.
O Banco Central do Brasil informou, em seu Relatório de Política Monetária do segundo trimestre de 2026, que o recente choque nos preços do petróleo não apresenta sinais de propagação inflacionária por meio de efeitos de segunda ordem. A autoridade monetária observou que as empresas nacionais têm optado por absorver parte dos custos operacionais através da compressão de suas margens, evitando o repasse integral aos preços finais ao consumidor.
Além disso, os indicadores de rendimento médio e as negociações coletivas não apontam para uma aceleração salarial disseminada no país. O BC ressaltou que a atenção limitada do público a temas inflacionários tem contribuído para manter as expectativas ancoradas. Segundo o cenário de referência da instituição, o preço do petróleo deve atingir seu pico no quarto trimestre de 2026, iniciando uma trajetória de queda gradual a partir do início de 2027.
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