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BC não vê sinais de propagação inflacionária por choque no petróleo

O Banco Central avalia que o aumento nos preços do petróleo ainda não gerou efeitos de segunda ordem na inflação brasileira.

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Foto: InfoMoney
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24/09 às 10:15

Pontos principais

  • Relatório de Política Monetária indica ausência de contágio inflacionário relevante.
  • Empresas têm absorvido custos via compressão de margens de lucro.
  • Dados de negociações coletivas não mostram aceleração salarial disseminada.
  • Expectativas de inflação permanecem ancoradas devido à baixa atenção pública ao tema.
  • Projeção do BC aponta pico do petróleo no quarto trimestre de 2026.

O Banco Central do Brasil informou, em seu Relatório de Política Monetária do segundo trimestre de 2026, que o recente choque nos preços do petróleo não apresenta sinais de propagação inflacionária por meio de efeitos de segunda ordem. A autoridade monetária observou que as empresas nacionais têm optado por absorver parte dos custos operacionais através da compressão de suas margens, evitando o repasse integral aos preços finais ao consumidor.

Além disso, os indicadores de rendimento médio e as negociações coletivas não apontam para uma aceleração salarial disseminada no país. O BC ressaltou que a atenção limitada do público a temas inflacionários tem contribuído para manter as expectativas ancoradas. Segundo o cenário de referência da instituição, o preço do petróleo deve atingir seu pico no quarto trimestre de 2026, iniciando uma trajetória de queda gradual a partir do início de 2027.

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