Lula diz que credibilidade da ONU nunca esteve tão baixa em discurso na Assembleia Geral
No discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, Lula disse que a credibilidade da organização nunca esteve tão baixa e que o mundo é refém da inação do Conselho de Segurança.
Pontos principais
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu os debates da 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York.
- Lula disse que a credibilidade da ONU nunca esteve tão baixa e que todos são reféns da inação do Conselho de Segurança, que não cumpre seu papel.
- Segundo o presidente, 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, com trilhões de dólares financiando uma nova corrida armamentista, e ele convocou os líderes dos Estados-membros do Conselho de Segurança a se reunirem.
- Sobre Gaza, afirmou que gerações de palestinos carregarão a dor do genocídio de mulheres e crianças perpetrado pelo governo Netanyahu, defendeu a solução de dois Estados e condenou assentamentos na Cisjordânia.
- Lula citou o Estreito de Ormuz, transformado em palco de conflito, e a guerra entre Rússia e Ucrânia, já em seu quinto ano, para defender que a diplomacia é a única opção, e mencionou o Grupo de Amigos da Paz, liderado por Brasil e China.
- O presidente disse que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém" e pediu cooperação dos EUA contra o fluxo de armas e dinheiro que abastece o crime organizado, retomando a proposta que entregou pessoalmente ao presidente americano.
- Lula se comprometeu a manter a redução do desmatamento na Amazônia, hoje pela metade e no menor nível em 11 anos, diante do risco de um super El Niño.
Durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, realizada nesta terça-feira em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a ONU falha em livrar a humanidade do flagelo da guerra e que sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Segundo ele, todos são reféns da inação do Conselho de Segurança, que não cumpre seu papel, falha que atribuiu a um vício estrutural da Carta da ONU que dá às grandes potências o luxo de serem insensíveis. Lula afirmou que 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, com trilhões de dólares financiando uma nova corrida armamentista, e convocou os líderes dos Estados-membros do Conselho de Segurança a se reunirem.
Sobre o Oriente Médio, o presidente disse que gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma do genocídio de mulheres e crianças perpetrado pelo governo de Binyamin Netanyahu em Gaza, e que ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade à região. Defendeu a solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina e condenou assentamentos na Cisjordânia. Citou ainda o Estreito de Ormuz, transformado em palco de conflito quando deveria seguir sendo passagem vital ao comércio internacional, e a guerra entre Rússia e Ucrânia, já em seu quinto ano sem vencedores no campo de batalha, defendendo que a diplomacia é a única opção e mencionando a iniciativa do Grupo de Amigos da Paz, liderada por Brasil e China.
Lula disse que, apesar da proximidade geográfica inescapável com a maior potência militar do mundo, o Brasil não cabe no quintal de ninguém. Pediu cooperação dos Estados Unidos para bloquear o fluxo de armas e dinheiro que abastece o crime organizado, retomando a proposta que entregou pessoalmente ao presidente americano. Reiterou ainda críticas a embargos econômicos unilaterais, citando o caso de Cuba.
Diante do risco de um super El Niño, que pode trazer chuvas torrenciais, secas e incêndios florestais a diferentes partes do globo, Lula se comprometeu a manter a redução do desmatamento na Amazônia, hoje pela metade e no menor nível em 11 anos.
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