Excesso de energia solar causa cortes na rede elétrica brasileira
O Operador Nacional do Sistema Elétrico tem ordenado cortes na geração distribuída para evitar sobrecarga e garantir a estabilidade do sistema.
Pontos principais
- O Brasil conta atualmente com 4,6 milhões de consumidores que atuam como micro ou minigeradores de energia.
- Em agosto de 2026, o ONS determinou o corte de 1 GW de geração para preservar a segurança da rede.
- Prejuízos causados pelos cortes de energia somaram R$ 6,5 bilhões em 2025, segundo a Volt Robotics.
- A intermitência das fontes solar e eólica exige intervenções constantes do ONS para equilibrar a oferta e a demanda.
- Especialistas defendem o uso de sistemas de armazenamento e a expansão da transmissão para mitigar os desequilíbrios.
O avanço da geração distribuída no Brasil, impulsionado pelo Marco Legal de 2022, trouxe desafios operacionais significativos para o sistema elétrico nacional. Com 4,6 milhões de consumidores produzindo sua própria energia, a intermitência das fontes solar e eólica tem gerado desequilíbrios frequentes entre a oferta e o consumo. Para evitar falhas sistêmicas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem sido obrigado a intervir, determinando cortes na geração que atingiram 1 GW em agosto de 2026. A situação gera preocupação no setor, visto que os prejuízos financeiros decorrentes dessas interrupções somaram R$ 6,5 bilhões em 2025. Diante do cenário, especialistas apontam que a solução para o impasse passa pela modernização da infraestrutura, incluindo a expansão das linhas de transmissão e a implementação de sistemas de armazenamento de energia para garantir a estabilidade da rede a longo prazo.
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