Arrecadação federal bate recorde e atinge R$ 235,6 bilhões em agosto
O governo federal registrou o maior valor de arrecadação para o mês de agosto desde 1995, impulsionado pelo setor de petróleo e pelo crescimento econômico.
Pontos principais
- A arrecadação federal somou R$ 235,6 bilhões em agosto de 2026.
- O resultado representa uma alta real de 8,25% em comparação ao mesmo período de 2025.
- O valor é o maior registrado para o mês de agosto na série histórica iniciada em 1995.
- No acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação totalizou R$ 2,11 trilhões, um crescimento real de 7,12%.
- O setor de exploração de petróleo e gás contribuiu significativamente, com ganho não recorrente de R$ 1,9 bilhão.
- O desempenho foi sustentado por aumentos de tributos, IR de empresas, CSLL e rendimentos de capital.
- O governo utiliza o incremento na arrecadação para tentar cumprir a meta fiscal de 2026, fixada em 0,25% do PIB.
A arrecadação federal atingiu o patamar de R$ 235,6 bilhões em agosto de 2026, estabelecendo um novo recorde histórico para o mês na série iniciada em 1995. O desempenho representa um crescimento real de 8,25% na comparação com o mesmo período do ano anterior, sendo impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo o crescimento da atividade econômica, ajustes tributários implementados pelo governo e o forte desempenho do setor de petróleo e gás.
O setor de exploração de óleo bruto teve um papel determinante no resultado, contribuindo com um ganho não recorrente de R$ 1,944 bilhão proveniente do imposto de exportação. Além disso, a arrecadação foi beneficiada por altas no Imposto de Renda de empresas, CSLL, PIS, Cofins e rendimentos de capital. No acumulado dos primeiros oito meses de 2026, a receita total somou R$ 2,11 trilhões, mantendo uma trajetória de alta real de 7,12% frente a 2025.
O aumento na arrecadação é visto como um componente estratégico para a gestão das contas públicas. O governo federal busca utilizar esse incremento para assegurar o cumprimento da meta fiscal estabelecida para 2026, que prevê um saldo positivo de 0,25% do PIB.
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