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Arrecadação federal atinge R$ 229,2 bilhões em março e bate recorde

A arrecadação federal em março de 2026 alcançou R$ 229,2 bilhões, o maior valor para o mês desde 1995, impulsionada por crescimento econômico e novos impostos.

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Foto: InfoMoney
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28/04 às 12:02 · atualizado 19:01

Pontos principais

  • A arrecadação federal em março de 2026 somou R$ 229,25 bilhões, um recorde para o mês desde 1995.
  • O valor representa um aumento real de 4,99% em comparação a março do ano anterior.
  • No primeiro trimestre de 2026, a arrecadação federal totalizou R$ 784,24 bilhões, também um recorde histórico para o período.
  • A arrecadação com a taxação de dividendos, que começou a valer em 2026, contribuiu com R$ 308 milhões em março.
  • O aumento foi impulsionado pela contribuição para a Previdência Social, PIS/Cofins, IRRF sobre rendimentos de capital e IOF.
  • Mudanças nas regras do IOF em 2025, o aumento do emprego formal e da massa salarial, e o crescimento da atividade econômica contribuíram para o resultado.
  • A arrecadação recorde é crucial para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê um superávit de 0,25% do PIB.

A arrecadação do governo federal atingiu R$ 229,25 bilhões em março de 2026, marcando um recorde para o mês desde 1995. Este valor, divulgado pela Receita Federal, representa um aumento real de 4,99% em relação ao mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação. O resultado foi impulsionado pelo crescimento da economia brasileira e por diversos aumentos de impostos implementados, com destaque para a contribuição para a Previdência Social, PIS/Cofins, IRRF sobre rendimentos de capital e um forte crescimento do IOF.

Um dos fatores que contribuíram para este recorde foi a arrecadação com a taxação de dividendos, que somou R$ 308 milhões em março. A partir deste ano, dividendos acima de R$ 50.000 para pessoas físicas passaram a ser tributados em 10%, uma medida que visa compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Além disso, mudanças nas regras do IOF em 2025, o aumento do emprego formal e da massa salarial, e o crescimento da atividade econômica também contribuíram significativamente para o resultado positivo.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a arrecadação federal alcançou R$ 784,24 bilhões, corrigidos pela inflação, estabelecendo um novo recorde histórico para o período. A arrecadação recorde é crucial para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê um superávit de 0,25% do PIB, apesar das projeções indicarem um possível rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos ao considerar despesas que podem ser excluídas do cálculo da meta.

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