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França investiga uso de óculos inteligentes após denúncias de assédio

Autoridades francesas apuram casos de gravações não autorizadas e assédio sexual envolvendo o uso de óculos inteligentes com câmeras.

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Foto: Times Brasil
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21/09 às 20:01

Pontos principais

  • O Ministério Público de Paris abriu investigação sobre assédio sexual ligado a óculos inteligentes.
  • Vídeos de mulheres filmadas sem consentimento em locais públicos geraram repercussão nas redes sociais.
  • A CNIL recebeu ao menos 10 denúncias sobre o uso desses dispositivos em ambientes corporativos.
  • A lei francesa prevê penas de até um ano de prisão e multa de 45 mil euros para gravações não autorizadas em locais privados.
  • Países como Noruega e Austrália também debatem restrições ao uso desses dispositivos.

O Ministério Público de Paris iniciou uma investigação formal para apurar denúncias de assédio sexual e violação de privacidade envolvendo o uso de óculos inteligentes equipados com câmeras. A medida ocorre após a viralização de vídeos em redes sociais que mostram mulheres sendo filmadas sem consentimento em espaços públicos, levantando preocupações sobre o uso indevido da tecnologia.

Além dos incidentes em locais públicos, a Comissão Nacional de Informática e Liberdades da França (CNIL) registrou pelo menos 10 queixas relacionadas ao uso desses dispositivos em ambientes de trabalho. A legislação francesa é rigorosa quanto ao tema, estabelecendo penas de até um ano de prisão e multas de 45 mil euros para quem realizar gravações não autorizadas em áreas privadas. O debate sobre a regulamentação desses dispositivos também ganha força em países como Noruega e Austrália.

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