Óculos inteligentes da Meta geram denúncias de assédio e privacidade
O uso de óculos Ray-Ban Meta para gravações sem consentimento motiva denúncias no Brasil e restrições de uso em órgãos públicos nos EUA.
Pontos principais
- Trabalhadores nos EUA relatam o uso dos óculos para filmagens não autorizadas, frequentemente voltadas a vídeos de pegadinhas.
- O Idec e a Coding Rights denunciaram o dispositivo à ANPD e ao MPF no Brasil, citando violações à LGPD e casos de assédio.
- A Meta afirma que o LED de gravação protege a privacidade, mas usuários e entidades apontam que o alerta é facilmente burlado.
- O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) proibiu o uso do acessório por funcionários durante o expediente.
- As vendas globais dos óculos saltaram de 2 milhões para mais de 7 milhões de unidades entre 2023 e 2025.
O crescimento acelerado das vendas dos óculos Ray-Ban Meta, que atingiram a marca de 7 milhões de unidades em 2025, trouxe à tona preocupações sobre privacidade e assédio. Nos Estados Unidos, relatos de clientes filmando trabalhadores sem consentimento levaram órgãos como o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) a banir o uso do dispositivo em ambiente de trabalho. No Brasil, a situação escalou para instâncias regulatórias, com o Idec e a Coding Rights protocolando denúncias na ANPD e no MPF. As entidades argumentam que o design do produto facilita a captação discreta de imagens, tornando o LED de notificação ineficaz contra o uso indevido. O debate coloca em xeque a eficácia das medidas de segurança da Meta frente à legislação de proteção de dados e ao direito à imagem, pressionando por normas mais rígidas para tecnologias vestíveis com câmeras integradas.
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