Estudo aponta uso de óculos inteligentes da Meta para assédio
Pesquisa da Universidade de Sydney alerta para o uso indevido de óculos Ray-Ban Meta em casos de assédio e violação de privacidade de mulheres.
Pontos principais
- Estudo analisou 350 vídeos entre 2023 e 2026, identificando 60% como possíveis casos de assédio.
- Dispositivos permitem gravações discretas e compartilhamento imediato em redes sociais.
- Comunidades online utilizam o equipamento para abordar mulheres sem consentimento.
- Idec e Coding Rights acionaram órgãos brasileiros, incluindo a ANPD e o MPF.
- Relato em Salvador aponta uso do dispositivo por um médico durante atendimento.
Um estudo conduzido pela Universidade de Sydney revelou que os óculos inteligentes desenvolvidos pela Meta em parceria com a Ray-Ban têm sido utilizados para assédio e violação de privacidade. A análise de 350 vídeos publicados entre 2023 e 2026 indicou que 60% do conteúdo monitorado envolve comportamentos abusivos, frequentemente associados a comunidades que buscam expor mulheres sem consentimento. O design discreto do dispositivo, que facilita a gravação e o compartilhamento em tempo real, tornou-se um ponto central de preocupação ética e de segurança.
No Brasil, entidades como o Idec e a Coding Rights formalizaram denúncias junto ao Ministério da Justiça, ao Ministério Público Federal e à ANPD. A mobilização ocorre após relatos graves, incluindo o uso do equipamento por um ginecologista em Salvador durante consultas médicas. O caso levanta debates sobre a regulação de tecnologias vestíveis e a necessidade de salvaguardas contra o uso indevido de recursos de captação de imagem.
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