Governo da Austrália avalia proibir óculos inteligentes em prédios federais
Preocupações com privacidade e gravação não autorizada levam o governo australiano a considerar restrições ao uso de óculos inteligentes.
Pontos principais
- A ministra Katy Gallagher solicitou diretrizes para restringir o uso de óculos inteligentes em locais de trabalho federais.
- A medida responde a riscos de privacidade, já que os dispositivos possuem câmeras capazes de gravar sem consentimento.
- Cidades como Sydney e Melbourne já aplicam restrições ao uso desses aparelhos em espaços públicos como parques e creches.
- Autoridades buscam equilibrar a proteção de dados com o uso da tecnologia como ferramenta de acessibilidade para deficientes visuais.
O governo da Austrália iniciou uma análise para restringir o uso de óculos inteligentes em prédios federais. A iniciativa, liderada pela ministra da Função Pública, Katy Gallagher, visa mitigar riscos à privacidade e segurança, uma vez que os dispositivos permitem a captação de imagens sem o consentimento de terceiros. A proposta segue um movimento já observado em conselhos municipais de grandes cidades australianas, como Brisbane e Sydney, que proibiram o uso desses aparelhos em locais como piscinas públicas e creches.
Embora a medida federal esteja em fase de avaliação, o governo busca conciliar a proteção da privacidade com a utilidade da tecnologia para pessoas com deficiência visual. A procuradora-geral, Michelle Rowland, ressaltou a necessidade de equilibrar esses direitos, enquanto o governo esclarece que não pretende banir a importação dos dispositivos. Caso implementada, a restrição não afetará automaticamente instituições estaduais, como escolas e hospitais, mantendo o foco inicial na esfera administrativa federal.
Comentários
Carregando comentários...
