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Ibovespa fecha em alta e dólar recua após decisão do Copom e pesquisa

O mercado financeiro encerrou o dia com otimismo após o corte da Selic para 13,75% e a repercussão de nova pesquisa eleitoral que mostra empate técnico na disputa presidencial.

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Foto: Times Brasil
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17/09 às 09:45, atualizado 19:02

Pontos principais

  • O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 13,75% ao ano.
  • O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 0,24%, atingindo 185.992 pontos, impulsionado pelo desempenho da Vale.
  • O dólar à vista recuou 0,23%, sendo cotado a R$ 5,1393 ao final da sessão.
  • Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta Flávio Bolsonaro com 47,2% das intenções de voto contra 46,8% de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
  • O governo anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, com impacto fiscal estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
  • O Federal Reserve elevou os juros americanos para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano.
  • Apesar da volatilidade inicial causada pelo anúncio do reajuste do Bolsa Família, os ativos de risco recuperaram terreno ao longo do dia.

O mercado financeiro brasileiro registrou uma sessão de alta volatilidade nesta quinta-feira, reagindo a uma combinação de decisões de política monetária e novos dados do cenário eleitoral. O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,24%, aos 185.992 pontos, enquanto o dólar à vista recuou 0,23%, cotado a R$ 5,1393. O movimento foi impulsionado pela decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic para 13,75% ao ano, marcando o quinto corte consecutivo do ciclo atual.

O clima de incerteza foi intensificado pelo anúncio de um reajuste de 15% no Bolsa Família, que eleva o benefício mínimo para R$ 691. A medida gerou preocupações imediatas entre investidores devido ao impacto fiscal estimado em R$ 5,8 bilhões para 2026 e R$ 22 bilhões para 2027, provocando uma reversão temporária nos ganhos da bolsa e pressão sobre os juros futuros. Analistas apontam que a ausência de detalhes sobre a compensação fiscal para esse aumento contribuiu para a percepção de risco durante o pregão.

Paralelamente, o cenário político ganhou novos contornos com a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que indica um empate técnico no segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. O levantamento, que ouviu 5.018 pessoas, mostra Flávio Bolsonaro com 47,2% das intenções de voto contra 46,8% de Lula, revertendo a vantagem que o atual presidente detinha em agosto. O mercado financeiro tem monitorado de perto essas variações, interpretando a possibilidade de alternância de poder como um fator de influência para as expectativas de política fiscal futura.

No âmbito internacional, o Federal Reserve elevou os juros americanos para a faixa de 3,75% a 4,00%, um movimento que pressiona as moedas emergentes e exige cautela do Banco Central brasileiro. Apesar do ambiente externo incerto, marcado por conflitos no Oriente Médio e pela política monetária de economias avançadas, o Copom destacou que a atividade doméstica mostra moderação gradual e que a inflação tem apresentado sinais de desaceleração.

Fontes primárias

Banco Central do Brasil / Copom

Copom reduz a taxa Selic para 13,75% a.a. — 281ª reunião — setembro 2026

O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 p.p., para 13,75% a.a. — quinto corte consecutivo do ciclo. O Comitê diz que o ambiente externo segue incerto (conflitos no Oriente Médio, política monetária de economias avançadas), mas a atividade doméstica mostra moderação gradual, com mercado de trabalho ainda aquecido, e a inflação cheia e o núcleo desaceleraram, ficando abaixo do teto da meta embora acima do centro. O Focus projeta IPCA de 4,9% (2026) e 4,3% (2027); a projeção do próprio Copom para o 1º tri/2028 (horizonte relevante) é 3,2% no cenário de referência. Riscos de alta e de baixa seguem elevados, com assimetria altista — destaque para desancoragem de expectativas, resiliência da inflação de serviços e câmbio mais depreciado. O comunicado reafirma que a magnitude total do ciclo de calibragem só será definida à luz de novos dados, pedindo "serenidade e cautela" na condução da política monetária.

AtlasIntel / Bloomberg

Brazil: National — Pesquisa Atlas/Bloomberg, 17 set 2026

Pesquisa nacional da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg (registro TSE BR-06221/2026), com 5.018 entrevistados por recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) entre 11 e 16/09/2026, margem de erro de ±1 p.p. Num cenário de 2º turno, Flávio Bolsonaro aparece com 47,2% contra 46,8% de Lula — dentro da margem de erro, portanto empate técnico, revertendo o cenário de agosto (quando Lula liderava). No 1º turno, Lula tem 44,1% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 41,7% (considerando só votos válidos, 45% a 42,6%).

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