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Governo Trump aprova venda de 48 caças F-35 para a Arábia Saudita

O Departamento de Estado dos EUA autorizou a venda de 48 caças F-35 e equipamentos à Arábia Saudita em um contrato estimado em US$ 24,3 bilhões.

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Foto: Times Brasil
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17/09 às 16:32, atualizado 18/09 às 13:50

Pontos principais

  • O pacote inclui 48 caças F-35 Lightning II e 49 motores Pratt & Whitney F135-PW-100.
  • O valor total da transação militar foi estimado em US$ 24,3 bilhões.
  • A notificação ao Congresso, sob o código Transmittal #26-69, foi emitida em 17 de setembro de 2026.
  • O contrato abrange suporte logístico, treinamento, simuladores e sistemas de guerra eletrônica.
  • A decisão ocorre em meio à crise regional decorrente da guerra com o Irã.
  • Autoridades de Israel manifestaram preocupação com a perda da exclusividade regional na operação dos caças.
  • Relatórios de inteligência dos EUA citaram riscos de acesso de terceiros, como a China, à tecnologia embarcada.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, formalizou a aprovação para a venda de 48 caças F-35 Lightning II para a Arábia Saudita. Segundo a notificação oficial enviada ao Congresso, identificada como Transmittal #26-69, o pacote militar está avaliado em US$ 24,3 bilhões e inclui 49 motores Pratt & Whitney, além de sistemas de comunicações seguras, dispositivos criptográficos e suporte logístico completo para a operação das aeronaves.

A transação é justificada pelo Departamento de Estado como um movimento estratégico para fortalecer a segurança de um aliado fundamental no Oriente Médio e alinhar os interesses de política externa americana na região. O anúncio ocorre em um momento de alta tensão geopolítica, marcado pela crise regional intensificada pela guerra com o Irã, o que eleva a importância da modernização das capacidades de defesa sauditas na visão da atual administração.

A decisão, contudo, enfrenta resistência em diversas frentes. Autoridades israelenses expressaram ressalvas, dado que Israel detinha até então a exclusividade na operação dos caças F-35 no Oriente Médio. Paralelamente, agências de inteligência americanas alertaram para o risco de que a tecnologia sensível dos caças possa ser comprometida por potências estrangeiras, como a China. Além disso, parlamentares democratas criticam o negócio, vinculando-o a preocupações mais amplas sobre a cooperação nuclear civil entre os dois países e a ausência de salvaguardas contra o enriquecimento de urânio.

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