Governo americano negou vistos a membros da delegação iraniana, citando vínculos com a Guarda Revolucionária em meio ao conflito militar.
O governo do Irã classificou como discriminatória a decisão dos Estados Unidos de negar vistos a integrantes da comissão técnica e da diretoria de sua seleção de futebol. A medida, confirmada pelo secretário de Estado Marco Rubio, baseia-se em supostas conexões dos membros da delegação com a Guarda Revolucionária Islâmica, em um cenário de tensão acentuado pelo conflito militar direto entre os dois países. Embora os jogadores tenham recebido autorização para entrar em solo americano, a incerteza logística forçou a equipe iraniana a transferir sua base de treinamento de Tucson, nos EUA, para Tijuana, no México. O episódio marca um precedente inédito na história da Copa do Mundo, sendo a primeira vez que um país anfitrião sedia o torneio enquanto enfrenta uma nação em guerra ativa, mantendo, contudo, a participação iraniana no Grupo G.
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