Irã acusa EUA de discriminação após negação de vistos para a Copa
EUA negam vistos a membros da delegação iraniana, citando vínculos com a Guarda Revolucionária em meio ao conflito militar entre os países.
Pontos principais
- EUA autorizaram a entrada de jogadores e comissão técnica, mas negaram vistos a 15 membros da diretoria e estrutura administrativa.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, justificou a restrição citando conexões dos integrantes com a Guarda Revolucionária Islâmica.
- A seleção iraniana transferiu sua base de treinamento de Tucson, nos EUA, para Tijuana, no México, devido à incerteza logística.
- Este é um caso inédito na história da Copa do Mundo, com um país anfitrião recebendo uma nação com a qual mantém um conflito militar ativo.
O governo do Irã classificou como discriminatória a decisão dos Estados Unidos de negar vistos a integrantes da comissão técnica e da diretoria de sua seleção de futebol. A medida, confirmada pelo secretário de Estado Marco Rubio, baseia-se em supostas conexões dos membros da delegação com a Guarda Revolucionária Islâmica, em um cenário de tensão acentuado pelo conflito militar direto entre os dois países. Embora os jogadores tenham recebido autorização para entrar em solo americano, a pendência de vistos para outros 15 membros da estrutura administrativa mantém o impasse diplomático às vésperas do início do torneio, em 11 de junho. A incerteza logística forçou a equipe iraniana a transferir sua base de treinamento de Tucson para Tijuana, no México. O episódio marca um precedente inédito na história da Copa do Mundo, sendo a primeira vez que um país anfitrião sedia o evento enquanto enfrenta uma nação em guerra ativa.
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