Credores da Braskem rejeitam plano de dívida e cobram aporte da Petrobras
Detentores de títulos da Braskem recusaram a proposta de reestruturação da dívida, pressionando a Petrobras por um aporte de capital na empresa.
Pontos principais
- Credores internacionais rejeitaram o plano de reestruturação de uma dívida de US$ 11 bilhões.
- A proposta atual previa a injeção de US$ 2 bilhões por parte dos credores, o que foi recusado.
- Investidores exigem um compromisso vinculante de aporte de capital dos acionistas, especialmente da Petrobras.
- O impasse eleva o risco de um pedido de recuperação judicial pela petroquímica.
- O prazo para a definição de um acordo é 9 de outubro, com plano final previsto para novembro.
Credores internacionais da Braskem rejeitaram formalmente a proposta de reestruturação da dívida de US$ 11 bilhões apresentada pela petroquímica. O plano previa que os detentores de títulos fornecessem US$ 2 bilhões em novos recursos, sendo a maior parte destinada à recompra de dívida e ao capital de giro. Com a recusa, os investidores agora condicionam qualquer novo acordo a um compromisso vinculante de aporte de capital por parte dos acionistas, com foco principal na Petrobras.
A resistência da estatal em assumir esse compromisso tem gerado incerteza no mercado, elevando o rendimento dos títulos da companhia para cerca de 26%. Esse cenário de estresse financeiro aumenta o risco de um pedido de recuperação judicial caso as partes não cheguem a um consenso. O cronograma atual estabelece o dia 9 de outubro como data limite para a assinatura de um term sheet, enquanto o plano final deve ser apresentado até o final de novembro.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
