Credores da Braskem rejeitam plano de reestruturação de dívida
A recusa dos credores aumenta a pressão sobre a Petrobras e o IG4 Capital para que realizem um aporte de capital na petroquímica.
Pontos principais
- Credores rejeitaram proposta de reestruturação de uma dívida de US$ 11 bilhões.
- O plano recusado previa que credores injetassem US$ 2 bilhões na companhia.
- Investidores exigem compromisso de aporte financeiro dos acionistas controladores.
- A Petrobras ainda não sinalizou disposição para realizar o aporte solicitado.
- As partes possuem prazo até 9 de outubro para definir novos termos do acordo.
Os credores da Braskem rejeitaram formalmente a proposta de reestruturação da dívida de US$ 11 bilhões apresentada pela petroquímica. O plano previa que os próprios credores fornecessem US$ 2 bilhões em novos recursos, sendo a maior parte destinada à recompra de dívidas e o restante ao capital de giro da empresa. Com a negativa, o grupo de investidores agora exige que os acionistas controladores, Petrobras e IG4 Capital Group, assumam o compromisso de realizar um aporte de capital direto na companhia.
A Petrobras, embora tenha manifestado o interesse em evitar uma eventual recuperação judicial da Braskem, ainda não se mostrou disposta a atender às exigências financeiras dos credores. A falta de consenso entre as partes renovou as preocupações sobre a sustentabilidade financeira da petroquímica. As negociações seguem em curso, com prazo limite até 9 de outubro para o estabelecimento de termos básicos e até o final de novembro para a apresentação de um plano definitivo.
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