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Copom deve reduzir Selic para 13,75% em última reunião antes das eleições

O Banco Central brasileiro deve cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, contrariando a tendência de alta adotada por outros países.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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15/09 às 23:45, atualizado 16/09 às 08:02

Pontos principais

  • A expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.
  • A nova taxa básica de juros deve atingir 13,75% ao ano, o menor nível desde março de 2025.
  • Este será o quinto corte consecutivo realizado pelo Comitê de Política Monetária.
  • A decisão ocorre na última reunião do colegiado antes das eleições presidenciais.
  • O movimento brasileiro ocorre na contramão da política monetária global, que busca elevar juros.
  • O Federal Reserve dos EUA deve elevar sua taxa para o intervalo entre 3,75% e 4,00% na mesma data.
  • Analistas citam a moderação da atividade econômica interna como justificativa para a redução.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar nesta quarta-feira uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, levando-a para 13,75% ao ano. Caso confirmada, esta será a quinta queda consecutiva na taxa básica de juros, consolidando o menor patamar desde março de 2025. A decisão ocorre em um momento de atenção redobrada, sendo a última reunião do colegiado antes das eleições presidenciais, o que adiciona um componente de incerteza sobre os próximos passos da política monetária.

A medida coloca o Brasil em uma trajetória divergente em relação aos principais bancos centrais do mundo, que têm adotado posturas mais restritivas para conter a inflação global. Enquanto o Copom sinaliza flexibilização, o Federal Reserve dos Estados Unidos deve elevar seus juros para o intervalo entre 3,75% e 4,00% na chamada Superquarta, pressionado por dados inflacionários resistentes e pela alta nos preços do petróleo. Analistas do mercado financeiro, como os do Itaú e BTG Pactual, apontam que a decisão brasileira é sustentada pela dinâmica benigna da inflação corrente e pela desaceleração da atividade econômica doméstica, embora recomendem cautela na comunicação oficial sobre os próximos ciclos de ajuste.

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