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Ações da Braskem caem 14% após UBS BB rebaixar recomendação para venda

O rebaixamento da recomendação pelo UBS BB, motivado pelo alto endividamento e risco de diluição, provocou forte queda nas ações da petroquímica.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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16/09 às 12:15, atualizado 19:32

Pontos principais

  • As ações da Braskem registraram queda superior a 13% na bolsa paulista.
  • O UBS BB alterou a recomendação de neutra para venda e cortou o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 3,75.
  • Analistas alertam para um risco de diluição de 70% a 95% para acionistas minoritários.
  • A companhia busca reestruturar uma dívida de cerca de US$ 11 bilhões em processo de recuperação extrajudicial.
  • O impasse sobre o aporte de capital da Petrobras é apontado como um dos principais entraves nas negociações com credores.
  • A pressão competitiva pelo aumento da capacidade produtiva na China deve impactar as margens da empresa nos próximos anos.

As ações da Braskem sofreram uma desvalorização acentuada nesta quarta-feira, recuando cerca de 14% após o UBS BB rebaixar a recomendação dos papéis para venda. O banco de investimento reduziu drasticamente o preço-alvo da companhia, citando um cenário desafiador que inclui o elevado endividamento e perspectivas negativas para o setor petroquímico global, pressionado pela expansão da capacidade produtiva na China.

A empresa atravessa um processo de recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente US$ 11 bilhões em dívidas. Segundo analistas do UBS BB, a necessidade de reduzir o endividamento líquido em até US$ 6,5 bilhões para atingir níveis sustentáveis de alavancagem pode resultar em uma diluição severa para os atuais acionistas minoritários, estimada entre 70% e 95% em caso de conversão de dívida em ações.

O sucesso da reestruturação depende agora de um acordo com os credores, que enfrenta obstáculos significativos, como a definição sobre o aporte de capital da Petrobras. A petroquímica tem prazos apertados para garantir a adesão ao plano e evitar o agravamento da crise financeira, enquanto a volatilidade dos spreads do setor dificulta a projeção de cenários de recuperação a curto e médio prazo.

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