PF aponta que grupo monitorava inquéritos para proteger Banco Master
Mensagens revelam que aliados de Daniel Vorcaro tentavam obter dados sigilosos e lamentaram a saída de Dias Toffoli da relatoria de caso no STF.
Pontos principais
- Investigações da PF revelam que o grupo 'A Turma' buscava informações sigilosas para blindar a família Vorcaro.
- Aliados de Vorcaro consideraram negativa a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria das investigações sobre o Banco Master.
- O esquema contava com um policial federal da ativa para acessar sistemas internos e vazar dados confidenciais.
- Integrantes do grupo recebiam pagamentos mensais de R$ 400 mil financiados por empresas da família.
- Após a prisão de Daniel Vorcaro, a família iniciou a venda acelerada de patrimônio para levantar recursos.
Investigações da Polícia Federal revelaram a existência de um grupo articulado, autodenominado 'A Turma', que atuava para proteger os interesses de Daniel Vorcaro e do Banco Master. Mensagens interceptadas em fevereiro de 2026 mostram que os integrantes monitoravam inquéritos no Supremo Tribunal Federal e lamentaram a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo a instituição financeira. O esquema contava com a participação de um policial federal da ativa, responsável por acessar sistemas internos e repassar informações sigilosas ao grupo em troca de pagamentos mensais de R$ 400 mil.
A relevância do caso cresce à medida que novos documentos indicam uma tentativa sistemática de obstrução das investigações. Após a prisão de Vorcaro, a família passou a liquidar ativos rapidamente e com descontos expressivos, levantando suspeitas sobre a origem e o destino dos recursos. A atuação da PF expõe a fragilidade dos sistemas de controle e a tentativa de influência externa sobre processos judiciais sensíveis, marcando um desdobramento crítico nas apurações sobre as operações do Banco Master.
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