Investigação revela esquema de espionagem e intimidação ligado a Daniel Vorcaro
Esquema movimentou R$ 24 milhões para financiar vigilância, ciberataques e intimidação contra adversários e jornalistas.
Pontos principais
- Investigação aponta o uso de empresas ligadas a Daniel Vorcaro para financiar operações ilegais.
- O esquema movimentou mais de R$ 24 milhões entre outubro de 2023 e 2025.
- Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é apontado como o gestor da estrutura, com pagamentos mensais de R$ 1 milhão.
- A rede utilizava contratos fictícios para mascarar repasses financeiros destinados a espionagem e ciberataques.
- Mensagens revelam planos de agressão física contra jornalistas e acesso indevido a dados sigilosos do Estado.
Uma investigação revelou a existência de uma estrutura criminosa financiada por empresas ligadas a Daniel Vorcaro, focada em ações de espionagem, intimidação e ciberataques. O esquema teria movimentado mais de R$ 24 milhões entre outubro de 2023 e 2025, utilizando contratos fictícios e empresas intermediárias para conferir uma aparência de legalidade aos repasses financeiros. A operação era gerida por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que recebia pagamentos mensais de R$ 1 milhão para coordenar os núcleos de vigilância e manipulação.
As evidências coletadas pelos investigadores incluem mensagens que detalham planos de agressão física contra jornalistas e o uso indevido de sistemas restritos do Estado para a obtenção de dados sigilosos. A estrutura contava com divisões especializadas em monitoramento presencial e invasões digitais, visando atingir adversários de forma sistemática. O caso expõe a utilização de recursos corporativos para atividades ilícitas de monitoramento e ataques à integridade de profissionais da imprensa, levantando preocupações sobre a segurança de dados e a liberdade de atuação jornalística.
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