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Rybrevant da J&J eleva sobrevida a 34,3 meses em câncer de pulmão

É a maior sobrevida mediana já relatada nesse subgrupo, mas a comparação principal do PAPILLON não atingiu significância estatística.

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14/09 às 09:00

Pontos principais

  • A Johnson & Johnson anunciou em 13 de setembro, em Seul, a análise final de sobrevida global do estudo de Fase 3 PAPILLON.
  • O estudo testou Rybrevant (amivantamabe-vmjw) intravenoso em primeira linha com carboplatina-pemetrexede contra quimioterapia isolada.
  • Os pacientes da combinação alcançaram sobrevida global mediana de 34,3 meses, contra 27,9 meses da quimioterapia isolada.
  • A comparação principal não atingiu significância estatística (HR 0,87; IC 95%: 0,66-1,14; P=0,307).
  • A perda de significância decorre de 76% dos pacientes elegíveis do braço de quimioterapia terem migrado para o Rybrevant após a progressão.
  • Análise pré-especificada ajustada para a migração mostrou redução de 43% no risco de morte (HR 0,57; IC 95%: 0,39-0,82; P nominal=0,003).
  • A combinação estendeu a sobrevida livre de progressão até a segunda progressão em mais de 10 meses: 28,3 contra 17,5 meses.

A população estudada é de câncer de pulmão de células não pequenas avançado com mutações de inserção no éxon 20 do EGFR — um subgrupo historicamente com poucas opções. Os 34,3 meses são quase o dobro da mediana histórica nessa população.

No corte clínico, 12% dos pacientes seguiam no tratamento de primeira linha, contra nenhum no braço de quimioterapia. O PAPILLON (NCT04538664) é um estudo randomizado e aberto que incluiu 308 pacientes, com sobrevida livre de progressão como desfecho primário.

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