Vacina de mRNA da Merck e Moderna passa na Fase 3 contra melanoma
É o primeiro resultado positivo de Fase 3 para uma terapia oncológica de mRNA; as ações da Moderna dispararam até 160%.
Pontos principais
- Merck e Moderna informaram na quarta-feira, 19 de agosto, que o intismeran autogene (V940/mRNA-4157) com Keytruda atingiu o desfecho primário de sobrevida livre de recorrência.
- O estudo é o Fase 3 INTerpath-001, em melanoma nos estágios IIB a IV completamente ressecado por cirurgia.
- O ensaio também atingiu um desfecho secundário-chave, a sobrevida livre de metástase à distância.
- É o primeiro resultado positivo de Fase 3 para uma terapia individualizada de neoantígenos e para uma terapia oncológica baseada em mRNA.
- O estudo incluiu mais de 1.100 pacientes; a combinação superou o Keytruda isolado, mas números específicos não foram divulgados.
- As ações da Moderna dispararam até 160%.
- No estudo anterior de Fase 2b, com 157 pacientes, a vacina reduziu em 49% o risco de recorrência ou morte em cinco anos.
A terapia é individualizada: a vacina é construída a partir dos neoantígenos do tumor de cada paciente e aplicada junto com o Keytruda, a imunoterapia padrão. Nenhuma abordagem desse tipo havia passado por um Fase 3 antes, e este é também o primeiro estudo a mostrar benefício de somar uma vacina assim à imunoterapia já usada.
O que ainda falta é o essencial para dimensionar o efeito. As empresas não divulgaram números, e o ensaio segue rodando para medir sobrevida global — desfecho que pode demorar muito para ser respondido. Os dados serão apresentados em um congresso médico internacional. O presidente dos Merck Research Laboratories, Dean Li, disse que as conversas com agências reguladoras devem começar 'nos próximos meses'.
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