Sindicância do Banco Central aponta propina de R$ 12 milhões do Banco Master
Investigação interna indica que dois servidores teriam recebido R$ 12 milhões do Banco Master por meio de contratos simulados de serviços e imóveis.
Pontos principais
- Servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são investigados por suspeita de corrupção.
- Valores teriam sido repassados via contratos simulados, totalizando R$ 8 milhões para Souza e R$ 4 milhões para Santana.
- Ambos os funcionários estão afastados de suas funções desde janeiro deste ano.
- O caso tramita na Controladoria-Geral da União e foi encaminhado para apuração da Polícia Federal.
- As defesas dos servidores negam as irregularidades e sustentam que as relações com o banco foram institucionais.
Uma sindicância interna conduzida pelo Banco Central revelou indícios de que dois servidores da instituição teriam recebido R$ 12 milhões em propinas pagas pelo Banco Master. Segundo as apurações, o esquema envolvia a simulação de contratos de prestação de serviços e transações imobiliárias para ocultar o fluxo financeiro ilícito. Paulo Sérgio Neves de Souza é apontado como o principal beneficiário, com R$ 8 milhões, enquanto Belline Santana teria recebido cerca de R$ 4 milhões.
Os servidores estão afastados de seus cargos desde janeiro e respondem a um processo administrativo na Controladoria-Geral da União, que pode resultar em demissão. Paralelamente, o Banco Central encaminhou o caso à Polícia Federal para investigação na esfera criminal. Em nota, as defesas dos investigados negam qualquer irregularidade, afirmando que todos os contatos mantidos com o Banco Master possuíam caráter estritamente institucional.
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