Ex-diretor do BC admite ciência de fraude no Banco Master em 2024
Paulo Sérgio Neves de Souza afirmou à PF que sabia de irregularidades no Banco Master um ano antes da notificação oficial ao Ministério Público.
Pontos principais
- O ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, declarou à PF que tinha conhecimento das fraudes desde dezembro de 2024.
- A comunicação formal do Banco Central ao Ministério Público Federal sobre o caso ocorreu apenas em novembro de 2025.
- O rombo investigado na instituição financeira é estimado em R$ 11,5 bilhões.
- Paulo Sérgio e Belline Santana são suspeitos de receber propina do Banco Master, totalizando R$ 18 milhões em valores apontados.
O ex-diretor do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, admitiu em depoimento à Polícia Federal que possuía informações sobre fraudes no Banco Master desde dezembro de 2024. A revelação ocorreu no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura um rombo financeiro de R$ 11,5 bilhões na instituição. O depoimento levanta questionamentos sobre a demora do órgão regulador, que formalizou a denúncia ao Ministério Público Federal apenas em 17 de novembro de 2025.
Além da omissão, as investigações apontam para um esquema de corrupção envolvendo o ex-diretor e Belline Santana, suspeitos de receberem propinas de R$ 4,5 milhões e R$ 13,5 milhões, respectivamente. Registros de mensagens indicam que o controlador do banco, Daniel Vorcaro, monitorava a relação com o ex-diretor. O caso segue sob investigação para determinar a extensão das responsabilidades e possíveis falhas na fiscalização do sistema bancário nacional.
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