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IPCA registra deflação de 0,32% em agosto, a maior em quatro anos

O índice oficial de inflação recuou 0,32% em agosto de 2026, impulsionado pela queda nas tarifas de energia e pelos preços de alimentos no domicílio.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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11/09 às 09:31 · atualizado 09:45

Pontos principais

  • O IPCA apresentou deflação de 0,32% em agosto de 2026, o maior recuo mensal registrado nos últimos quatro anos.
  • A queda no grupo Habitação foi de 1,87%, puxada pelo recuo de 7,63% na energia elétrica devido ao Bônus de Itaipu.
  • O grupo de Transportes recuou 0,86%, influenciado pela redução de 13,17% nas passagens aéreas e preços menores de combustíveis.
  • A alimentação no domicílio registrou queda de 0,61%, com destaque para o barateamento de itens como batata-inglesa, cenoura, cebola e tomate.
  • O preço da alimentação fora de casa manteve trajetória de alta, embora em ritmo desacelerado em relação ao mês anterior.
  • O grupo de Despesas pessoais apresentou a maior alta mensal, de 1,30%, pressionado pelo aumento de 19,59% no preço do cigarro.
  • No acumulado dos últimos 12 meses, o índice de inflação atingiu 4,22%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância da meta oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma deflação de 0,32% em agosto de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE. O resultado superou as expectativas do mercado e marcou o recuo mais intenso do indicador nos últimos quatro anos, sendo influenciado por fatores sazonais e medidas tarifárias específicas que impactaram diversos grupos de consumo, incluindo habitação, transportes e alimentação.

O principal motor da queda foi o grupo Habitação, impactado pelo Bônus de Itaipu, enquanto a alimentação no domicílio também contribuiu para o resultado negativo com a queda nos preços de hortifrútis como batata-inglesa, cenoura, cebola e tomate. Embora a alimentação fora de casa tenha registrado alta, o ritmo de crescimento foi menor do que o observado em julho, ajudando a conter a pressão inflacionária. Em contrapartida, o grupo de Despesas pessoais apresentou a maior alta mensal, pressionado pelo aumento no preço dos cigarros.

Apesar da deflação mensal, o indicador acumula alta de 4,22% no período de 12 meses. O resultado mantém a trajetória de desaceleração da inflação dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Banco Central, sinalizando um cenário de maior controle sobre os preços ao consumidor no curto prazo.

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