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IPCA-15 registra deflação de 0,40% em agosto, a maior em quatro anos

A prévia da inflação oficial recuou 0,40% em agosto, impulsionada pelo bônus de Itaipu na conta de luz e pela queda nos preços de alimentos e transportes.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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26/08 às 09:32, atualizado 15:33

Pontos principais

  • O IPCA-15 de agosto apresentou deflação de 0,40%, a menor variação mensal desde agosto de 2022.
  • O índice acumula alta de 3,09% no ano e de 4,24% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE.
  • O grupo Habitação teve queda de 1,41%, impactado principalmente pelo recuo de 6,25% na energia elétrica residencial.
  • O setor de Transportes recuou 1,00%, influenciado pela redução nos preços de combustíveis e passagens aéreas.
  • O grupo Alimentação e bebidas registrou baixa de 0,57%, com quedas expressivas em itens como tomate, batata-inglesa e cenoura.
  • Todas as onze áreas pesquisadas pelo IBGE apresentaram variação negativa no índice de agosto.
  • O setor de Despesas pessoais foi o que registrou a maior alta no período, pressionado pelo reajuste no preço do cigarro.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial do Brasil, registrou queda de 0,40% em agosto de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira. O resultado, que superou as expectativas do mercado, representa a maior deflação mensal registrada pelo índice em quatro anos, desde agosto de 2022. Com este desempenho, o indicador acumula alta de 3,09% no ano e de 4,24% no acumulado de 12 meses, situando-se abaixo dos 4,52% observados no período anterior. A deflação foi disseminada, atingindo todas as onze áreas pesquisadas pelo instituto. O principal motor da queda foi o grupo Habitação, que recuou 1,41% devido, em grande parte, ao impacto do Bônus de Itaipu, que reduziu o custo da energia elétrica residencial em 6,25% nas faturas. Além da habitação, os grupos de Transportes (-1,00%) e Alimentação e bebidas (-0,57%) contribuíram significativamente para o resultado negativo, com destaque para a redução nos preços de combustíveis, passagens aéreas e hortifrutigranjeiros, como tomate e batata-inglesa. Embora o resultado tenha sido celebrado pelo mercado como um sinal de alívio inflacionário no curto prazo, analistas ponderam que a deflação foi influenciada por fatores pontuais e não recorrentes. Enquanto parte das instituições financeiras avalia que o cenário pode abrir espaço para novos cortes na taxa Selic, outros especialistas mantêm cautela, apontando que os núcleos de inflação e o setor de serviços ainda apresentam pressões estruturais que limitam uma trajetória de queda mais acentuada nos juros básicos da economia.

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