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IPCA-15 cai 0,40% em agosto e registra maior deflação em quatro anos

O índice oficial de prévia da inflação recuou 0,40% em agosto, superando expectativas do mercado e pressionando a queda nas taxas do Tesouro Direto.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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26/08 às 09:32 · atualizado 10:16

Pontos principais

  • O IPCA-15 apresentou queda de 0,40% em agosto de 2026, resultado abaixo da projeção de 0,30% do mercado.
  • O resultado foi influenciado pelos grupos Habitação (-1,41%), Transportes (-1,00%) e Alimentação e bebidas (-0,57%).
  • A energia elétrica residencial teve impacto negativo de 0,26 ponto percentual devido ao bônus de Itaipu.
  • O indicador acumula alta de 3,09% no ano e 4,24% nos últimos 12 meses.
  • Todas as onze áreas pesquisadas pelo IBGE registraram variação negativa no período.
  • As taxas dos títulos prefixados e atrelados à inflação no Tesouro Direto registraram recuos generalizados após a divulgação dos dados.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou deflação de 0,40% em agosto de 2026, marcando o resultado mais baixo para o índice em quatro anos. Divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (26), os dados superaram as expectativas do mercado, que projetavam uma queda menos expressiva. O recuo foi disseminado por todos os setores pesquisados, com destaque para a redução nos custos de habitação, transportes e alimentação. O principal fator para o resultado foi a incorporação do bônus de Itaipu nas faturas de energia elétrica residencial, que isoladamente contribuiu com uma redução de 0,26 ponto percentual no índice geral.

A surpresa positiva com o índice inflacionário refletiu imediatamente no mercado financeiro, provocando um recuo generalizado nas taxas dos títulos do Tesouro Direto, tanto nos prefixados quanto nos atrelados à inflação. Analistas apontam que, embora o resultado tenha sido fortemente influenciado por fatores não recorrentes, como o bônus na conta de luz, o balanço qualitativo de curto prazo é considerado benigno. Apesar da deflação mensal, o indicador mantém um acumulado de alta de 3,09% no ano e 4,24% no período de 12 meses, refletindo a dinâmica inflacionária recente do país.

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