Inflação oficial do Brasil desacelera para 0,16% em junho
O IPCA de junho ficou abaixo das expectativas do mercado, impulsionado pela queda nos preços dos alimentos e registrando o menor ritmo mensal desde outubro.
Pontos principais
- O IPCA registrou alta de 0,16% em junho, acumulando 4,64% nos últimos 12 meses.
- O resultado ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, que estimavam entre 0,31% e 0,32%.
- O grupo de Alimentação e bebidas apresentou deflação de 0,24%, sendo o principal fator de alívio no índice.
- O setor de Habitação foi o que mais pressionou a inflação no mês, devido a reajustes na energia elétrica.
- O INPC, índice utilizado para reajustes salariais, subiu 0,14% em junho e acumula 4,33% em 12 meses.
- A desaceleração mensal é a mais expressiva desde outubro de 2025, quando comparada aos 0,58% de maio.
- O dólar comercial reagiu aos dados com leve queda, cotado a R$ 5,111 logo após a divulgação do IBGE.
- A inflação acumulada de 4,64% permanece acima da meta central de 3%, embora dentro do intervalo de tolerância.
- Analistas indicam que o resultado abaixo do esperado reforça argumentos para novos cortes na taxa de juros pelo Banco Central.
A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,16% em junho de 2026. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), superou as expectativas do mercado financeiro, que projetava uma variação próxima a 0,31%. Com esse resultado, o índice acumula uma alta de 4,64% nos últimos 12 meses, mantendo-se acima da meta central de 3%, mas dentro do limite de tolerância estabelecido pelo Banco Central. A desaceleração é significativa quando comparada ao mês de maio, quando o índice atingiu 0,58%.
O comportamento dos preços foi marcado por movimentos distintos entre os grupos de consumo. O grupo de Alimentação e bebidas, que possui grande peso no orçamento das famílias, recuou 0,24%, atuando como o principal fator de contenção da inflação no período. Em contrapartida, o grupo de Habitação exerceu a maior pressão de alta, impulsionado principalmente por reajustes nas tarifas de energia elétrica. Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que serve como base para o reajuste de salários e benefícios previdenciários, apresentou alta de 0,14% em junho, acumulando 4,33% no intervalo anual.
A divulgação dos dados trouxe reflexos imediatos no mercado financeiro, com o dólar comercial operando em leve baixa. Economistas avaliam que a surpresa positiva no índice de preços pode abrir espaço para que o Banco Central considere novos cortes na taxa de juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). O cenário atual de inflação, embora ainda pressionado por custos sazonais e energéticos, demonstra uma trajetória de arrefecimento que é acompanhada de perto por investidores, especialmente em um contexto de incertezas geopolíticas globais que impactam o preço de commodities como o petróleo.
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