Inflação oficial do Brasil desacelera para 0,16% em junho
O IPCA de junho ficou abaixo das expectativas do mercado, impulsionado pela queda nos preços dos alimentos e pela desaceleração do índice oficial.
Pontos principais
- O IPCA registrou alta de 0,16% em junho de 2026, o menor resultado mensal desde outubro de 2025.
- O resultado ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, que estimavam uma alta entre 0,31% e 0,32%.
- O grupo de Alimentação e bebidas recuou 0,24%, sendo o principal fator de alívio para o índice no mês.
- O grupo Habitação foi o maior responsável pela pressão inflacionária, devido a reajustes na energia elétrica.
- A inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 4,64%, mantendo-se dentro do intervalo de tolerância da meta.
- O dólar comercial reagiu aos dados com leve queda, sendo cotado a R$ 5,111 após a divulgação do IBGE.
A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,16% em junho de 2026. O dado, divulgado pelo IBGE, representa uma desaceleração significativa em relação ao mês anterior e superou as expectativas de analistas do mercado financeiro, que projetavam um avanço mais expressivo, próximo a 0,32%. Com este resultado, o acumulado do índice nos últimos 12 meses alcançou 4,64%, situando-se acima da meta central de 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância estabelecido pela política monetária. O desempenho do mês foi fortemente influenciado pelo comportamento do grupo de Alimentação e bebidas, que apresentou deflação de 0,24%. A queda nos preços dos itens consumidos no domicílio ajudou a compensar pressões inflacionárias em outros setores, como o de serviços pessoais e planos de saúde, que registraram altas devido a reajustes sazonais e contratuais. Por outro lado, o grupo Habitação exerceu a maior pressão de alta sobre o índice, impulsionado principalmente pelo encarecimento da energia elétrica, afetada pela manutenção da bandeira tarifária amarela e por reajustes aplicados por distribuidoras regionais. O setor de Transportes também contribuiu para a moderação do índice, beneficiado por uma queda generalizada nos preços dos combustíveis. A reação do mercado financeiro à divulgação dos dados foi imediata, com o dólar comercial registrando leve baixa, cotado a R$ 5,111. Investidores seguem monitorando o cenário macroeconômico, equilibrando os dados de inflação doméstica com as incertezas externas, como as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que mantêm o preço do petróleo no radar global. A desaceleração observada em junho é vista como um alívio pontual, embora o acumulado anual continue a exigir atenção das autoridades econômicas.
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