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Datafolha aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em 2026

Pesquisa Datafolha indica Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno para a presidência.

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Foto: G1 Política
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11/09 às 19:15, atualizado 19/09 às 18:53

Pontos principais

  • Lula lidera o primeiro turno com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 35%.
  • O cenário de segundo turno mostra empate técnico, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
  • Ambos os candidatos apresentam um índice de rejeição de 46%.
  • A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre os dias 8 e 10 de setembro de 2026.
  • O levantamento foi contratado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo.
  • Candidatos como Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema aparecem com pontuações inferiores no primeiro turno.
  • O estudo foi realizado antes de desdobramentos recentes envolvendo investigações do Banco Master.

A mais recente pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 8 e 10 de setembro de 2026, revela um cenário de estabilidade na disputa pela presidência da República. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 35%. O levantamento, que exclui o nome de Pablo Marçal devido à sua inelegibilidade, consolida a polarização entre os dois principais nomes do pleito.

Em uma simulação de segundo turno, o quadro permanece de empate técnico, com Lula alcançando 46% contra 44% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O estudo também aponta que ambos os candidatos possuem um índice de rejeição idêntico, fixado em 46%, o que reflete a dificuldade de ambos em ampliar suas bases de apoio para além do eleitorado fiel.

Outros nomes na corrida presidencial, como o escritor Augusto Cury, o governador Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, mantêm patamares de intenção de voto significativamente menores. A análise dos dados sugere que o avanço de candidaturas alternativas, que chegou a ganhar tração em momentos anteriores, perdeu força, tornando o eleitorado desses candidatos um alvo estratégico para as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro na reta final.

O levantamento foi conduzido em um período marcado por tensões políticas e pelo agravamento de investigações judiciais, incluindo o caso Banco Master. Embora a pesquisa forneça um retrato atualizado da preferência do eleitorado, ela não contempla os efeitos de desdobramentos mais recentes, como a Operação Make Up da Polícia Federal. A estabilidade dos números interrompe, ao menos temporariamente, a percepção de crescimento acelerado que a campanha de Flávio Bolsonaro vinha tentando consolidar nas últimas semanas.

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