PF deflagra Operação Make Up contra desvios de emendas parlamentares
A Polícia Federal investiga o deputado Mario Frias e outros 28 alvos por suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares repassadas via termo de fomento a uma entidade da sociedade civil.
Pontos principais
- Operação Make Up cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, autorizados pelo STF.
- Investigação apura crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios, segundo a PF.
- Os recursos das emendas eram repassados por termo de fomento a uma organização da sociedade civil e depois direcionados a empresas subcontratadas sem comprovação de serviços prestados.
- O deputado federal Mario Frias e dois de seus assessores atuais estão entre os 29 investigados na ação.
- Ministro Flávio Dino, do STF, proibiu os investigados de deixar o país e de manter contato entre si.
- Suspeita envolve o direcionamento irregular de verbas a entidades ligadas à produtora do filme 'Dark Horse'.
- Auditoria da CGU identificou irregularidades em uma emenda de R$ 2 milhões indicada pelo parlamentar.
- PF identificou movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas do esquema, e não uma estimativa fechada do prejuízo aos cofres públicos.
- As tentativas de dissimular os desvios investigados pela PF teriam se estendido até julho de 2026.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), a Operação Make Up para apurar suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, a uma organização da sociedade civil. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. Entre os 29 investigados está o deputado federal Mario Frias, além de dois de seus atuais assessores na Câmara dos Deputados.
Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, que direcionava os valores recebidos a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços, entre elas empresas ligadas à produção do filme 'Dark Horse'. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho de 2026. Levantamentos financeiros identificaram movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas do esquema, valor que a PF associa à circulação de recursos entre as empresas investigadas, não a uma estimativa fechada do prejuízo aos cofres públicos. São investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Diante da gravidade das suspeitas, o ministro Flávio Dino, do STF, impôs medidas cautelares aos envolvidos, proibindo-os de deixar o país e de manter contato entre si. A CGU, que apoia a operação, identificou inconsistências em emendas específicas, incluindo uma indicada pelo parlamentar no valor de R$ 2 milhões.
Fonte primária
Cobertura da mídia
Entenda as duas investigações sobre 'Dark Horse': uma envolve Daniel Vorcaro, e a outra, Mario Frias
BBC Brasil • 10 set, 13:35
Dino proíbe Mario Frias de sair do país e ter contato com outros investigados
G1 Política • 10 set, 10:53
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G1 Política • 10 set, 08:56
