Índia sedia cúpula do Brics sob tensão com crise no Oriente Médio
Líderes do Brics reúnem-se em Nova Délhi para buscar consenso sobre o conflito entre Irã e Emirados Árabes Unidos e seus impactos globais.
Pontos principais
- A cúpula do Brics ocorre em Nova Délhi nos dias 12 e 13 de setembro.
- O conflito entre Irã e Emirados Árabes Unidos ameaça a coesão do bloco.
- O fechamento do Estreito de Ormuz elevou o preço do petróleo acima de US$ 100.
- O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá ao evento.
- Líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Masoud Pezeshkian confirmaram presença.
A Índia sedia a cúpula dos líderes do Brics em Nova Délhi nos dias 12 e 13 de setembro, em um momento marcado por profundas divisões geopolíticas. O principal desafio do encontro é a busca por um consenso sobre a crise no Oriente Médio, intensificada pelo conflito direto entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos. A suspensão de transações comerciais entre os dois países e o recente fechamento do Estreito de Ormuz elevaram a instabilidade regional, resultando em uma alta no preço do petróleo, que superou a marca de US$ 100 o barril.
A coesão do grupo é testada pela necessidade de redigir uma declaração conjunta que contemple as visões divergentes de seus membros, especialmente diante da guerra liderada pelos EUA contra o Irã. Enquanto líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Masoud Pezeshkian participam das discussões, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá ao evento, sendo representado pelo chanceler Mauro Vieira. Analistas apontam que a pressão exercida pelas políticas tarifárias do governo de Donald Trump pode atuar como um fator de incentivo para que os países do bloco busquem uma unidade estratégica, apesar das tensões internas sobre a hegemonia americana e os conflitos regionais em curso.
