Rússia e Irã defendem BRICS como alternativa ao sistema financeiro ocidental
Líderes da Rússia e do Irã propõem expansão do BRICS para reduzir dependência de moedas e sanções impostas por potências ocidentais.
Pontos principais
- Vladimir Putin e Masoud Pezeshkian defenderam o uso de moedas nacionais nas trocas comerciais do bloco.
- O Irã denunciou a pressão dos Estados Unidos e de Israel como uma forma de agressão militar.
- Tensões no Estreito de Ormuz elevaram o preço do petróleo acima de US$ 100 por barril.
- O diesel nos Estados Unidos atingiu a marca de US$ 6 por galão devido à instabilidade geopolítica.
- Países do BRICS representaram mais de 40% do crescimento do PIB global nos últimos cinco anos.
Durante o Fórum Empresarial do BRICS, os presidentes Vladimir Putin e Masoud Pezeshkian defenderam o fortalecimento do bloco como um contrapeso à influência econômica dos Estados Unidos e de seus aliados. Os líderes argumentaram que a expansão das relações comerciais entre nações do Sul Global, aliada ao uso de moedas locais, é essencial para mitigar os impactos das sanções ocidentais impostas contra Moscou e Teerã.
A retórica dos líderes ocorre em um cenário de alta volatilidade nos mercados globais de energia, exacerbada pelo conflito no Estreito de Ormuz. Com o preço do petróleo superando a marca de US$ 100 por barril e o diesel atingindo patamares elevados nos Estados Unidos, a cooperação dentro do BRICS ganha relevância estratégica. Putin destacou que o grupo tem sido o principal motor do crescimento econômico mundial, consolidando-se como uma alternativa viável ao sistema financeiro tradicional.
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