Prêmio de risco de ativos brasileiros segue elevado apesar de rali
Analistas apontam que ativos locais mantêm prêmios acima da média histórica, com potencial de valorização condicionado a ajustes fiscais futuros.
Pontos principais
- Ibovespa alcançou 188 mil pontos e dólar recuou para R$ 5,08 em meio ao otimismo eleitoral.
- O prêmio de risco atual supera a média dos últimos 20 anos, sugerindo espaço para reprecificação.
- Mercado projeta que um ajuste fiscal crível após as eleições facilitaria a política monetária do Banco Central.
- Gestoras ampliaram posições em Bolsa, enquanto o JPMorgan foca em estratégias de câmbio via opções.
- A recomendação de ativos varia entre Bolsa para longo prazo e NTN-B para horizontes mais curtos.
O mercado financeiro brasileiro apresenta um cenário de otimismo recente, com o Ibovespa atingindo a marca de 188 mil pontos e o dólar recuando para R$ 5,08. Segundo Rogério Freitas, CIO da ASA, esse movimento é impulsionado por expectativas eleitorais, embora o prêmio de risco dos ativos locais ainda permaneça acima da média histórica das últimas duas décadas. A tese central é que a implementação de um ajuste fiscal robusto por um eventual governo de direita permitiria maior flexibilidade ao Banco Central na condução da taxa Selic, destravar valor nos preços dos ativos. Diante desse panorama, investidores institucionais têm ajustado suas carteiras, priorizando a exposição em Bolsa para horizontes de cinco a oito anos ou optando pela segurança das NTN-Bs para prazos mais curtos, visando mitigar a volatilidade enquanto aguardam definições políticas concretas.
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