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Preço do petróleo supera US$ 100 após escalada de conflito entre EUA e Irã

O barril de petróleo Brent ultrapassou US$ 100 pela primeira vez desde julho, impulsionado por ataques militares diretos entre forças americanas e iranianas.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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09/09 às 03:15, atualizado 14:03

Pontos principais

  • O petróleo Brent atingiu US$ 100,44 por barril, enquanto o WTI subiu para US$ 94,92.
  • O Comando Central dos EUA (CENTCOM) destruiu cinco petroleiros iranianos em 8 de setembro de 2026.
  • A ação americana foi uma retaliação após o IRGC mirar um navio de guerra dos EUA com mísseis balísticos.
  • Nenhum militar americano ficou ferido durante os confrontos no Golfo de Omã e perto da Ilha de Kharg.
  • O fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz caiu para menos de 2 milhões de barris por dia.
  • Ataques de rebeldes houthis contra instalações de energia na Arábia Saudita agravam a oferta global.
  • Bancos como Goldman Sachs e HSBC revisaram para cima suas previsões de preço para a commodity.
  • O dólar abriu o pregão brasileiro em alta, cotado a R$ 5,09, refletindo a aversão ao risco no mercado externo.
  • Analistas alertam que o preço pode superar US$ 120 caso as exportações do Golfo Pérsico permaneçam estagnadas.

O mercado global de energia reagiu com volatilidade nesta quarta-feira, com o barril de petróleo Brent superando a marca de US$ 100 pela primeira vez desde julho. A valorização é reflexo direto da intensificação do conflito militar entre os Estados Unidos e o Irã, que atingiu um novo patamar de tensão após o Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmar a destruição de cinco petroleiros iranianos. Segundo o comunicado oficial do CENTCOM, a operação ocorreu em 8 de setembro de 2026, após o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) tentar atingir um navio de guerra americano com mísseis balísticos por duas vezes em dois dias. As tripulações dos navios iranianos foram notificadas para abandonar as embarcações antes dos ataques, e não houve feridos entre as forças dos EUA. A escalada das hostilidades, que já dura seis meses, gerou preocupações imediatas sobre a segurança das rotas marítimas no Oriente Médio. O tráfego de petróleo através do Estreito de Ormuz, uma das artérias mais críticas para o fornecimento mundial, foi reduzido para menos de 2 milhões de barris por dia. Além disso, a continuidade de ataques de rebeldes houthis contra infraestruturas de energia na Arábia Saudita e relatos de disparos de mísseis iranianos contra bases na Jordânia elevaram o temor de uma interrupção prolongada no fluxo global da commodity. O impacto financeiro foi sentido rapidamente nos mercados internacionais, com bolsas europeias recuando e o dólar operando em alta no Brasil, cotado a R$ 5,09. Analistas de instituições financeiras, incluindo Goldman Sachs e HSBC, já revisaram suas projeções para o preço do petróleo, alertando que o valor pode ultrapassar US$ 120 caso a instabilidade no Golfo Pérsico persista e as exportações regionais continuem estagnadas. Investidores agora monitoram de perto os próximos dados de inflação nos EUA, buscando entender como a crise geopolítica influenciará as decisões de política monetária do Federal Reserve.

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