Governo Trump não se opõe a sanções de 12 países contra assentamentos
EUA não bloqueiam sanções de 12 nações contra assentamentos na Cisjordânia, forçando Netanyahu a reavaliar estratégias de retaliação.
Pontos principais
- Coalizão de 12 países, incluindo Reino Unido e Canadá, impôs sanções a assentamentos na Cisjordânia.
- Medidas incluem restrições comerciais e sanções pessoais contra ministros israelenses.
- Governo Netanyahu respondeu fechando consulado britânico e proibindo entrada de parlamentares do Reino Unido.
- ONU reportou 1.400 ataques de colonos e 41 mil deslocados na região em 2026.
- Casa Branca sinaliza frustração com a política de expansão de Netanyahu.
O governo do presidente Donald Trump optou por não se opor às sanções impostas por uma coalizão de 12 países, liderada pelo Reino Unido, contra entidades e indivíduos ligados à expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia. A medida, que inclui restrições comerciais e sanções pessoais contra ministros israelenses, responde ao avanço de projetos na área E1. Antes do anúncio, o primeiro-ministro britânico Andy Burnham consultou a Casa Branca, que não solicitou alterações, sinalizando uma mudança de tom na diplomacia americana. Em retaliação, o governo de Benjamin Netanyahu fechou o consulado britânico em Jerusalém Oriental e proibiu a entrada de parlamentares e ativistas do Reino Unido no país. O cenário ocorre em meio a uma crise humanitária, com a ONU registrando 1.400 ataques de colonos e 41 mil deslocamentos na região em 2026, pressionando Netanyahu antes das eleições de outubro.
