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Reino Unido proíbe importação de bens de assentamentos na Cisjordânia

Governo britânico anuncia sanções contra produtos e indivíduos ligados à expansão de assentamentos israelenses, citando violações do direito internacional.

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Foto: G1 Mundo
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08/09 às 08:02, atualizado 17/10 às 20:19

Pontos principais

  • O Reino Unido proibirá a importação de mercadorias produzidas em assentamentos israelenses na Cisjordânia.
  • O regime de sanções será implementado em um prazo de 6 a 9 meses, com isenções para fins religiosos.
  • Medidas incluem restrições a empresas e indivíduos que financiam ou constroem infraestrutura nos assentamentos.
  • O secretário de Relações Exteriores, Ed Miliband, classificou a expansão como ilegal e mencionou riscos de limpeza étnica.
  • A decisão britânica conta com o alinhamento de países como França e Canadá.
  • Israel reagiu com o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental e a expulsão de diplomatas.
  • O governo dos Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, afirmou que não aderirá às sanções.

O governo do Reino Unido anunciou, em declaração à Câmara dos Comuns, a implementação de um rigoroso regime de sanções contra assentamentos israelenses localizados na Cisjordânia. A medida, detalhada pelo secretário de Relações Exteriores Ed Miliband, estabelece a proibição da importação de bens produzidos nessas áreas, além de restringir a atuação de empresas e indivíduos envolvidos em serviços de construção, financiamento e infraestrutura imobiliária para a expansão dos assentamentos. O cronograma oficial prevê que as restrições entrem em vigor em um período de 6 a 9 meses, mantendo-se isenções específicas para itens de natureza religiosa.

Durante o anúncio, Miliband justificou a decisão classificando a expansão dos assentamentos como uma violação direta do direito internacional. O governo britânico foi além, utilizando termos como 'limpeza étnica' para descrever o impacto das ações de colonos sobre as populações palestinas locais. A iniciativa britânica, que ocorre em coordenação com França e Canadá e conta com o apoio de outros nove países europeus, como Espanha e Portugal, visa reafirmar o compromisso do Reino Unido com a solução de dois Estados para o conflito na região.

A reação de Israel foi imediata e severa. O governo israelense ordenou o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, proibiu a entrada de doze cidadãos britânicos no país e expulsou diplomatas do Reino Unido de um centro de monitoramento de cessar-fogo. Paralelamente, o governo de Israel anunciou o avanço de planos para a construção de 1.000 novas moradias na Cisjordânia. O cenário de tensões diplomáticas é agravado pela postura dos Estados Unidos, que, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, manifestaram oposição às sanções, classificando-as como discriminatórias e confirmando que Washington não participará da iniciativa.

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