AGU prepara recurso contra afastamento de Andrei Rodrigues da PF
A AGU contesta decisão de André Mendonça que afastou o diretor da PF por suposto monitoramento ilegal, alegando invasão de competência presidencial.
Pontos principais
- A AGU prepara recurso contra o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
- O governo argumenta que a decisão individual do ministro André Mendonça invade competência privativa do presidente da República.
- André Mendonça alega ter sido alvo de monitoramento ilegal pela inteligência da PF, citando seis relatórios de agosto.
- O caso será analisado pela Segunda Turma do STF, com sugestões de levar a discussão ao plenário da Corte.
- O senador Carlos Viana protocolou pedido de prisão preventiva contra Rodrigues para apurar o caso.
A Advocacia-Geral da União (AGU) prepara um recurso contra a decisão do ministro do STF, André Mendonça, que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O governo federal sustenta que a medida, tomada de forma individual, invade a competência privativa do presidente da República para nomear e exonerar cargos de confiança na administração pública. A defesa do governo busca reverter a decisão, que também ordenou apurações internas pela Corregedoria da corporação.
O afastamento foi motivado por denúncias de que o ministro André Mendonça teria sido alvo de monitoramento sistemático e ilegal por parte da inteligência da Polícia Federal, com base em seis relatórios produzidos em agosto. Paralelamente, o senador Carlos Viana protocolou uma representação solicitando a prisão preventiva de Rodrigues para aprofundar as investigações sobre o suposto acesso indevido a dados sigilosos de autoridades. O caso, que gera tensão institucional, será submetido à análise da Segunda Turma do STF, enquanto aliados do governo sugerem levar o debate ao plenário da Corte ou ao Conselho da República.
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