Reforma tributária pode exigir revisão de contratos de concessão
Especialistas alertam que mudanças tributárias exigirão análise individual de contratos de infraestrutura para manter o equilíbrio financeiro.
Pontos principais
- A reforma tributária impacta contratos de longo prazo em setores como rodovias, ferrovias, aeroportos e saneamento.
- O reequilíbrio econômico-financeiro não é automático e depende de avaliação caso a caso.
- Medidas como prorrogação de contratos e subsídios podem mitigar impactos sem elevar tarifas.
- A ANTT já instaurou um comitê interno para monitorar os efeitos das novas regras tributárias.
A implementação da reforma tributária no Brasil traz desafios significativos para o setor de infraestrutura, exigindo uma revisão minuciosa dos contratos de concessão vigentes. Segundo o advogado Augusto Dal Pozzo, a alteração nas alíquotas e na dinâmica de cobrança pode comprometer o equilíbrio econômico-financeiro de projetos de longo prazo, como rodovias, portos e aeroportos. O especialista ressalta que o reequilíbrio não deve ser tratado como um direito automático, sendo necessária uma análise técnica individualizada para cada concessão. Para evitar aumentos nas tarifas ao consumidor final, alternativas como a prorrogação de prazos contratuais, a concessão de subsídios ou o reescalonamento de investimentos estão sendo avaliadas. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já iniciou estudos preventivos por meio de um comitê interno, visando garantir a continuidade dos investimentos e a segurança jurídica necessária para o setor.
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