Petróleo dispara 5% após ataques dos EUA a alvos do Irã
Os preços do petróleo subiram mais de 5% nesta terça-feira após o Comando Central dos EUA iniciar ataques contra alvos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica no Irã.
Pontos principais
- O petróleo WTI atingiu US$ 90,22, alta de 5,2%, enquanto o Brent fechou em US$ 94,65, subindo 4,6%.
- O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou o início dos ataques às 12h ET de 1º de setembro de 2026.
- A ofensiva americana ocorre em resposta a investidas iranianas contra navios comerciais no Estreito de Ormuz.
- O presidente Donald Trump afirmou que a resposta dos EUA será ampliada caso o Irã decida retaliar as ações militares.
- O Irã teria fechado efetivamente o Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo após os novos bombardeios.
- Relatos da agência iraniana Irna indicam explosões em Bandar Abbas e na província de Hormozgan.
- A escalada militar segue ataques iranianos a bases americanas na Jordânia e uma ofensiva prévia dos EUA na Ilha de Larak.
- Investidores temem que a instabilidade no Oriente Médio pressione a inflação global e dificulte a política de juros.
- As ações da Petrobras na B3 registraram valorização superior a 3% acompanhando a alta da commodity.
Os preços do petróleo registraram uma disparada superior a 5% nesta terça-feira, impulsionados pela escalada militar direta entre Estados Unidos e Irã. O movimento foi desencadeado após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciar, às 12h ET de 1º de setembro de 2026, o início de uma ofensiva contra alvos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) em território iraniano. Segundo o comunicado oficial, a operação é uma resposta direta a tentativas recentes do IRGC de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz e militares americanos destacados na região. A tensão foi agravada por relatos de que o Irã teria fechado o estreito para o transporte marítimo, elevando o temor de interrupções no fornecimento global de energia. O presidente Donald Trump reforçou a postura de confronto, declarando que a resposta americana será ainda maior caso o Irã opte por retaliar as ações militares. A agência iraniana Irna confirmou explosões em pontos estratégicos, como Bandar Abbas e a província de Hormozgan, enquanto o governo de Teerã mantém a promessa de respostas severas. Este cenário de hostilidades marca o fim de um período de relativa pausa nas tensões, que durou entre julho e agosto. A instabilidade no Oriente Médio gerou preocupações imediatas nos mercados financeiros globais, com analistas alertando que a alta persistente nos preços da energia pode pressionar a inflação e complicar a trajetória de juros dos bancos centrais. No Brasil, o impacto foi sentido na B3, onde as ações da Petrobras subiram mais de 3% em reação à valorização do barril. Enquanto isso, a diplomacia internacional reage com cautela; líderes da Organização para Cooperação de Xangai, reunidos no Quirguistão, condenaram a ofensiva, enquanto a Embaixada dos EUA no Catar emitiu alertas de segurança para cidadãos americanos, prevendo possíveis interrupções em viagens e fechamento de espaços aéreos na região.
Fonte primária
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Petróleo dispara 5% e WTI volta a superar US$ 90 em meio à escalada no Oriente Médio
Times Brasil • 1 set, 16:49
Petróleo sobe 5% com ataques dos EUA no Irã e WTI atinge maior nível desde julho
Times Brasil • 1 set, 15:39
PETR4: Petrobras sobe quase 4% com alta do petróleo com tensão no Oriente Médio
InfoMoney • 1 set, 15:49
