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Investigação contra ministro do STF exige aval do plenário, diz especialista

Criminalista afirma que apuração contra integrante da Corte depende de decisão colegiada e projeta deliberação apenas após o período eleitoral.

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Foto: Times Brasil
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07/09 às 11:45, atualizado 23:01

Pontos principais

  • O advogado André Fini Terçaroli defende que a abertura de investigação contra ministro do STF requer autorização do plenário.
  • O presidente do STF, Edson Fachin, centralizou procedimentos sobre o caso Banco Master, retirando a relatoria de Alexandre de Moraes.
  • Especialistas apontam que a decisão de Fachin possui dimensão política ao afastar Moraes de uma apuração na qual ele é citado.
  • Fachin estabeleceu prazo de cinco dias para manifestações de Moraes, André Mendonça, PGR e Polícia Federal.
  • A tensão interna no STF envolve acusações mútuas de parcialidade entre os ministros Moraes e Mendonça.

O advogado criminalista André Fini Terçaroli avalia que qualquer investigação formal contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) depende obrigatoriamente de autorização do plenário da Corte. Segundo o especialista, o rito processual exige o aval dos demais magistrados, o que torna a deliberação sobre o caso um processo complexo. Terçaroli projeta que, devido à sensibilidade política e aos prazos regimentais, o plenário deve se manifestar sobre o tema apenas após as eleições. O debate ganha força em meio a uma crise interna no tribunal, marcada por acusações de parcialidade entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no âmbito do caso Banco Master. Para conter o desgaste institucional, o presidente do STF, Edson Fachin, centralizou os procedimentos em um processo sob sua relatoria, retirando o controle da apuração das mãos de Moraes e solicitando esclarecimentos aos envolvidos, incluindo a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal. A movimentação de Fachin é vista por analistas como uma tentativa de pacificação, embora a resistência interna e a pressão por reciprocidade nas medidas contra os ministros dificultem um desfecho imediato. O caso é acompanhado de perto por juristas, que sugerem que a resolução deste impasse pode servir como um divisor de águas para a implementação de um código de conduta mais rígido para os integrantes da Corte.

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