PF investiga favorecimento da Refit por governo do Rio de Janeiro
Investigação aponta pressão sobre órgãos ambientais e uso da máquina pública para beneficiar a Refit em processos administrativos e licenciamentos.
Pontos principais
- A Polícia Federal apura a atuação de autoridades estaduais para viabilizar licenças da Refit ignorando pareceres técnicos contrários.
- Mensagens indicam que o ex-secretário Bernardo Rossi teria orientado o ex-presidente do Inea a contornar resistências do Ibama.
- O inquérito investiga o suposto uso do governo para dificultar o licenciamento de concorrentes da Refit no setor de combustíveis.
- O empresário Ricardo Magro teve a prisão decretada e foi incluído na lista de procurados da Interpol.
- O Grupo Refit teve a falência de quatro empresas decretada em agosto devido a dívidas bilionárias com o fisco.
A Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal, investiga um esquema de favorecimento à empresa Refit dentro da estrutura do governo do Rio de Janeiro. Segundo as apurações, autoridades estaduais teriam exercido pressão sobre órgãos ambientais para garantir a renovação de licenças da companhia, mesmo diante de alertas técnicos desfavoráveis. O caso, que tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF, aponta ainda que o governo teria criado obstáculos administrativos para prejudicar concorrentes da empresa no mercado de combustíveis. A investigação destaca o acesso privilegiado de representantes da Refit ao alto escalão do governo estadual. Paralelamente, o Grupo Refit enfrenta uma crise financeira severa, com a falência de quatro de suas unidades decretada em agosto após o acúmulo de dívidas bilionárias, enquanto o empresário Ricardo Magro permanece foragido com mandado de prisão internacional.
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