Governo sanciona Profert para reduzir dependência de fertilizantes
O novo programa federal estabelece metas de mistura obrigatória de insumos nacionais e cria linhas de crédito para impulsionar a produção local.
Pontos principais
- A Lei 15.496/26 institui o Profert para estimular a indústria nacional e garantir a segurança alimentar.
- A mistura obrigatória de fertilizantes nacionais começa em 2% em julho de 2027 e chega a 10% até 2037.
- O BNDES oferecerá financiamento para projetos de infraestrutura, logística e pesquisa no setor.
- Empresas beneficiárias devem cumprir critérios de sustentabilidade e não podem ser do Simples Nacional.
- O governo vetou o trecho que restringia a definição de fertilizantes apenas a produtos extraídos no país.
O governo federal sancionou a Lei 15.496/26, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A iniciativa visa reduzir a dependência brasileira de insumos importados, um fator estratégico para a segurança alimentar do país. Entre as medidas centrais, o programa impõe uma obrigatoriedade gradual de mistura de fertilizantes nacionais, iniciando em 2% a partir de julho de 2027 e alcançando 10% até janeiro de 2037. Para viabilizar a expansão do setor, o BNDES disponibilizará linhas de crédito voltadas a projetos de infraestrutura, logística e pesquisa, sob diretrizes do Conselho Monetário Nacional. Para acessar os recursos, as empresas devem atender a critérios de sustentabilidade e não podem estar enquadradas no Simples Nacional ou no lucro presumido. O governo optou pelo veto ao trecho que limitava a definição de fertilizantes apenas aos produzidos exclusivamente em território nacional.
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