Senado aprova fim da taxa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50
O Senado aprovou a Medida Provisória 1.357/2026, que zera o imposto de importação para compras de até US$ 50, e o texto, alterado por emendas, segue para sanção presidencial como projeto de lei de conversão.
Pontos principais
- Já aprovada pela Câmara dos Deputados no mesmo dia, a Medida Provisória 1.357/2026 foi confirmada pelo Plenário do Senado nesta quinta-feira (3/9), extinguindo a alíquota de 20% de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 250).
- Por ter recebido emendas dos parlamentares, da equipe econômica do governo e do setor produtivo, o texto virou projeto de lei de conversão e segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Para compras entre US$ 50 e US$ 3.000, a alíquota de importação cai de 60% para 30%.
- A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), incluiu emenda que isenta de imposto medicamentos para doenças raras sem similar no Brasil e outra com medidas contra a venda de produtos ilegais.
- O Ministério da Fazenda fará a primeira avaliação de impacto em três meses e as seguintes a cada seis meses, com revisão anual pelo Congresso Nacional.
- A cobrança do ICMS, com alíquotas entre 17% e 20% dependendo do estado, permanece inalterada para todas as faixas de valor.
- Representantes do varejo nacional, como a CNI e a Abvtex, criticaram a decisão, apontando riscos para a indústria brasileira.
- A arrecadação federal com o imposto de importação sobre encomendas internacionais somou R$ 1,78 bilhão nos primeiros quatro meses de 2026.
O Senado Federal aprovou, em votação simbólica nesta quinta-feira (3/9), a Medida Provisória 1.357/2026, que extingue a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 250), popularmente conhecida como "taxa das blusinhas". A medida já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados no mesmo dia. A decisão representa uma vitória estratégica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que articulou o acordo com o Legislativo para viabilizar a medida, visando atender a uma demanda de forte apelo popular entre os consumidores de plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Por ter recebido emendas dos parlamentares, da equipe econômica do governo e do setor produtivo, o texto virou projeto de lei de conversão e segue agora para sanção do presidente Lula.
Embora a taxa federal de 20% tenha sido eliminada, o consumidor ainda deve arcar com a incidência do ICMS, que varia entre 17% e 20% conforme a legislação estadual e é cobrado independentemente do valor da compra. Para compras entre US$ 50 e US$ 3.000, a alíquota de importação cai de 60% para 30%. Entre as emendas incluídas pela relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), estão a isenção de imposto para medicamentos de doenças raras sem similar no Brasil e medidas de combate à venda de produtos ilegais. O texto também prevê avaliações periódicas de impacto pelo Ministério da Fazenda, a primeira em três meses e as seguintes a cada seis meses no máximo, com revisão anual pelo Congresso Nacional. Enquanto o governo defende que a medida equilibra o poder de compra das famílias com a proteção do emprego, entidades do varejo nacional manifestaram preocupação, classificando a decisão como um retrocesso que fragiliza a competitividade da indústria brasileira frente aos produtos importados.
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