Delação rejeitada aponta suposta propina em campanhas de 2022
Ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que R$ 5 milhões doados a Bolsonaro e Tarcísio de Freitas teriam sido articulados por Gilberto Kassab.
Pontos principais
- A proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
- O ex-banqueiro alega que R$ 5 milhões doados em 2022 para as campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas eram propina.
- Segundo Vorcaro, o esquema teria sido articulado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma proposta de delação premiada que foi recusada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. No documento, Vorcaro sustenta que uma doação de R$ 5 milhões destinada às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, durante as eleições de 2022, tratava-se, na verdade, de propina. O ex-banqueiro afirma que o repasse teria sido articulado por Gilberto Kassab, atual presidente do PSD. A rejeição da delação pelas autoridades competentes impede, por ora, que as alegações ganhem status de prova jurídica formal no âmbito de investigações oficiais. O caso levanta questionamentos sobre a origem de recursos em campanhas eleitorais passadas, embora as partes citadas não tenham confirmado a veracidade das acusações feitas pelo ex-banqueiro em sua tentativa de colaboração com a justiça.
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