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PF e PGR avaliam rejeitar nova proposta de delação de Daniel Vorcaro

Autoridades exigem provas inéditas para aceitar a delação de Daniel Vorcaro, que cita Ciro Nogueira e o financiamento de filme sobre Bolsonaro.

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Foto: G1 Política
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09/06 às 10:04 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Polícia Federal e a PGR consideram que as informações de Vorcaro carecem de elementos inéditos.
  • A proposta inclui menções ao senador Ciro Nogueira, que teria recebido pagamentos mensais de R$ 500 mil.
  • O banqueiro detalhou pedidos de recursos feitos por Flávio Bolsonaro para a produção do filme 'Dark Horse'.
  • A negociação da delação envolve a possível devolução de valores que podem chegar a R$ 60 bilhões.
  • A homologação de um acordo depende da apresentação de provas que gerem resultados práticos, como recuperação de ativos.
  • Caso a proposta seja negada, o processo criminal seguirá seu curso normal com a manutenção da prisão preventiva.
  • Vorcaro é investigado por corrupção, organização criminosa, uso de milícia privada e fraudes financeiras.
  • O caso, que apura irregularidades na Ambipar, segue sob relatoria do ministro do STF André Mendonça.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizam que a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pode ser rejeitada. Investigadores indicam que o material entregue até o momento é insuficiente e que as novas informações, que agora citam o senador Ciro Nogueira e o financiamento do filme 'Dark Horse', não trazem elementos inéditos. Segundo a PF, o banqueiro teria pago uma 'mesada' de R$ 500 mil ao parlamentar em troca de favorecimento político, além de ter sido procurado por Flávio Bolsonaro para financiar a produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, o órgão avalia a viabilidade do acordo, que poderia envolver a devolução de valores estimados em R$ 60 bilhões.

Especialistas jurídicos ressaltam que a homologação de qualquer colaboração premiada depende obrigatoriamente do crivo do Poder Judiciário e exige a apresentação de provas que gerem resultados práticos, como a recuperação de ativos ou a identificação de novos crimes. Caso a proposta seja negada por falta de novidades, o processo criminal seguirá seu curso normal, mantendo-se a prisão preventiva do empresário. A colaboração, se aceita, poderia resultar em benefícios como a substituição da prisão por tornozeleira eletrônica, redução de pena ou perdão judicial.

Em contrapartida, interlocutores de Vorcaro acusam os órgãos de investigação de resistência nas tratativas. Embora o banqueiro admita pagamentos a políticos e ministros, ele nega que os repasses visassem a obtenção de decisões irregulares. O empresário, que responde por crimes como corrupção, organização criminosa e fraudes financeiras, permanece detido em uma cela especial da Polícia Federal. O caso, que também investiga supostas irregularidades e manipulação de ações envolvendo a empresa Ambipar, segue sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, responsável por validar ou rejeitar os próximos passos da negociação jurídica.

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