Governo admite necessidade de novos ajustes fiscais no Brasil
Dario Durigan defende estratégia de gradualismo e revisão de gastos para atingir metas de superávit nos próximos anos.
Pontos principais
- Dario Durigan reconheceu a necessidade de novos ajustes fiscais para equilibrar as contas públicas.
- O governo projeta metas de superávit de 0,5% para 2026, 1% em 2028 e 1,5% em 2029.
- A estratégia oficial foca na redução de gastos obrigatórios e na revisão de benefícios tributários.
- O porta-voz criticou o atual patamar da taxa de juros, classificando-a como descalibrada.
- A inflação brasileira permanece sob controle, mantendo-se abaixo do teto de 4,50%.
Em debate recente, Dario Durigan, porta-voz econômico do governo, reforçou a necessidade de implementar novos ajustes fiscais para garantir a sustentabilidade das contas públicas. Segundo Durigan, a administração federal herdou um orçamento deficitário em 2022 e tem trabalhado com uma estratégia de gradualismo para reverter esse cenário. O plano fiscal estabelecido prevê metas crescentes de superávit, iniciando em 0,5% no próximo ano e alcançando 1,5% até 2029. Para viabilizar esses números, o governo concentra esforços na revisão de benefícios tributários e na contenção de despesas obrigatórias. Durante a discussão, o representante também manifestou preocupação com o nível atual da taxa de juros, que considera descalibrado frente ao cenário de inflação controlada, que se mantém abaixo de 4,50%. O ajuste fiscal é visto como peça central para a estabilidade econômica e a confiança dos investidores no longo prazo.
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