Daily Journal
Daily Journal

Base governista mantém votação da PEC do fim da escala 6x1 na CCJ

Apesar da pressão e obstrução da oposição, a base do governo no Senado manteve a votação da PEC 221/2019 na CCJ, que propõe o fim da escala de trabalho 6x1.

Daily Journal
Foto: Folha de São Paulo - Mercado
||
02/09 às 14:45, atualizado 19/09 às 18:52

Pontos principais

  • A base governista manteve a votação do relatório da PEC 221/2019 na CCJ do Senado para esta quarta-feira.
  • O relatório da proposta, que visa reduzir a jornada de trabalho, é de autoria do senador Omar Aziz.
  • A oposição, liderada por nomes como Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, tentou esvaziar a sessão para obstruir o avanço da pauta.
  • A aprovação de uma PEC no Senado exige o apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação.
  • O governo busca aprovar o texto da proposta exatamente como foi enviado pela Câmara dos Deputados.
  • O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, projeta que a votação em plenário ocorra até outubro.
  • A oposição defende uma alternativa baseada em negociações diretas entre patrões e empregados e pagamento por hora.

A base governista no Senado Federal decidiu manter a votação da PEC 221/2019, que propõe o fim da escala de trabalho 6x1, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A decisão ocorre em meio a um cenário de forte embate político, com a oposição, liderada pelos senadores Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, articulando estratégias de obstrução para esvaziar as sessões e impedir o avanço da matéria. O relatório da proposta, assinado pelo senador Omar Aziz, é um dos pontos centrais da agenda legislativa atual.

Embora o governo tenha mantido a votação na CCJ, o cenário para a aprovação final no plenário ainda é alvo de cautela. Para que a PEC seja aprovada, é necessário o quórum de 49 votos favoráveis em dois turnos. O governo chegou a estimar um apoio entre 53 e 54 votos, mas a articulação da oposição tem gerado incertezas sobre a segurança do quórum necessário. A oposição sustenta que o debate deve ser focado em modelos de negociação direta entre empresas e trabalhadores, em vez de uma alteração constitucional rígida. A expectativa do governo é que a votação em plenário ocorra até outubro, possivelmente antes ou logo após o primeiro turno das eleições.

Tópicos relacionados

Cobertura da mídia

Comentários