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Preço do petróleo sobe 6% e atinge US$ 90 após ataques entre EUA e Irã

A escalada no Estreito de Ormuz, com um ataque dos EUA contra forças do IRGC que tentavam minar a via, elevou o preço do petróleo e gerou instabilidade nos mercados financeiros globais.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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31/08 às 09:45, atualizado 19:31

Pontos principais

  • O preço do petróleo registrou alta superior a 6%, alcançando a marca de US$ 90.
  • A valorização foi motivada pela retomada de ataques entre EUA e Irã no último domingo.
  • Segundo o CENTCOM, as forças americanas atacaram unidades do IRGC (Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica) que se preparavam para instalar minas no Estreito de Ormuz.
  • O Irã classificou a ação americana como "ato de agressão"; o CENTCOM rejeitou a acusação como "absolutamente falsa".
  • O conflito encerrou um período de semanas de relativa calmaria na região.
  • O índice S&P 500 apresentou queda, pressionado pela incerteza geopolítica.
  • O presidente Donald Trump afirmou que os EUA responderão aos ataques com força.
  • Analistas alertam que a pressão inflacionária pode influenciar futuras decisões de juros do Federal Reserve.

O mercado global de energia reagiu bruscamente nesta segunda-feira à retomada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã. O preço do petróleo disparou mais de 6%, atingindo o patamar de US$ 90 por barril, impulsionado por um ataque das forças americanas contra unidades do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), se preparavam para instalar minas no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o abastecimento global. O Irã classificou a ação americana como um "ato de agressão"; o CENTCOM rejeitou a acusação como "absolutamente falsa", descrevendo a operação como uma ação limitada e precisa contra uma ameaça iminente e afirmando que foi o próprio Irã quem criou o risco, eliminado pelas forças americanas para proteger a navegação civil, o transporte comercial e o livre fluxo do comércio global. A tensão foi agravada após o presidente Donald Trump declarar que os Estados Unidos responderão com força aos recentes ataques, sinalizando uma possível escalada militar prolongada.

O cenário geopolítico gerou um movimento de aversão ao risco nos mercados financeiros, resultando na desvalorização de ações e títulos. Enquanto o setor de energia registrou ganhos expressivos, o índice S&P 500 recuou, com destaque para a queda em segmentos sensíveis a taxas de juros. Analistas do mercado financeiro monitoram agora o impacto inflacionário dessa alta nos preços das commodities, alertando que a persistência do conflito pode forçar o Federal Reserve a manter ou elevar as taxas de juros para conter a pressão sobre a economia americana.

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