Candidatos à Presidência apresentam propostas vagas sobre emendas
Estudo da Transparência Internacional aponta que presidenciáveis evitam soluções concretas para o controle das emendas parlamentares.
Pontos principais
- Levantamento analisou propostas dos seis principais candidatos à Presidência da República.
- Planos de governo carecem de medidas para reequilibrar a relação entre Executivo e Legislativo.
- Emendas parlamentares movimentam R$ 61 bilhões em 2026 e são alvo de investigações da PF e do STF.
- Especialistas alertam que a falta de responsabilização sobre a execução das verbas favorece o desperdício e a corrupção.
- Volume de emendas cresceu 315% em valores reais nos últimos 11 anos, atingindo R$ 47,1 bilhões em 2025.
Um estudo da Transparência Internacional Brasil revelou que os principais candidatos à Presidência da República têm apresentado propostas genéricas e superficiais sobre o sistema de emendas parlamentares. Apesar das críticas recorrentes ao modelo e das investigações em curso pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal, os planos de governo falham em oferecer soluções concretas para o reequilíbrio de poderes entre o Executivo e o Legislativo. O levantamento destaca que, mesmo diante de um cenário onde as emendas movimentam R$ 61 bilhões em 2026, temas cruciais como a transparência e a responsabilização dos parlamentares pela execução dos recursos permanecem ausentes dos debates eleitorais. O crescimento expressivo do volume de emendas na última década, classificado por pesquisadores do Ipea como 'parlamentarismo orçamentário', reforça a urgência de uma reforma que garanta maior controle sobre a destinação das verbas públicas.
