Setor público registra superávit de R$ 1,4 bi, mas dívida sobe para 82,5% do PIB
O setor público consolidado teve superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, revertendo o déficit de R$ 66,6 bilhões de julho de 2025, enquanto a dívida bruta subiu para 82,5% do PIB, puxada sobretudo pelos juros nominais.
Pontos principais
- O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, ante déficit de R$ 66,6 bilhões em julho de 2025.
- O resultado também reverteu o déficit de R$ 55,3 bilhões registrado em junho.
- A dívida bruta do governo geral (DBGG) subiu para 82,5% do PIB (R$ 10,9 trilhões), alta de 0,6 p.p. no mês, puxada pelos juros nominais apropriados (0,8 p.p.) e pelas emissões líquidas de dívida (0,2 p.p.).
- A dívida líquida do setor público (DLSP) atingiu 69,1% do PIB (R$ 9,2 trilhões), alta mensal de 0,6 p.p. explicada sobretudo pelos juros nominais (0,7 p.p.) e pela valorização cambial de 1,9% no mês (0,2 p.p.).
- O governo central teve superávit de R$ 11 bilhões, enquanto os governos regionais tiveram déficit de R$ 8,5 bilhões e as empresas estatais, de R$ 1,1 bilhão.
- O déficit nominal do setor público somou R$ 97,6 bilhões em julho; em 12 meses, o déficit nominal acumulado chegou a R$ 1.239,8 bilhões (9,34% do PIB).
- Os juros nominais do setor público somaram R$ 99 bilhões em julho, abaixo dos R$ 109 bilhões de julho de 2025, favorecidos por um ganho de R$ 12,4 bilhões nas operações de swap cambial (ante perda de R$ 3,3 bilhões um ano antes).
- Em 12 meses, o setor público consolidado acumula déficit primário de R$ 89,3 bilhões (0,67% do PIB), 0,52 p.p. do PIB abaixo do déficit acumulado até junho.
O setor público consolidado brasileiro apresentou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho de 2026, revertendo o déficit de R$ 66,6 bilhões registrado em julho de 2025 e também o déficit de R$ 55,3 bilhões observado em junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O desempenho foi impulsionado pelo governo central, que registrou superávit de R$ 11 bilhões, enquanto os governos regionais e as empresas estatais tiveram déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente. Em 12 meses, o setor público consolidado acumula déficit primário de R$ 89,3 bilhões (0,67% do PIB), 0,52 p.p. do PIB abaixo do déficit acumulado até junho.
Apesar do superávit primário, a dívida pública segue em trajetória de alta. A dívida bruta do governo geral (DBGG) subiu para 82,5% do PIB (R$ 10,9 trilhões) em julho, alta de 0,6 p.p. no mês, decorrente principalmente dos juros nominais apropriados (0,8 p.p.) e das emissões líquidas de dívida (0,2 p.p.), parcialmente compensados pelo efeito da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). A dívida líquida do setor público (DLSP) atingiu 69,1% do PIB (R$ 9,2 trilhões), com alta mensal de 0,6 p.p. explicada sobretudo pelos juros nominais (0,7 p.p.) e pela valorização cambial de 1,9% no mês (0,2 p.p.). O déficit nominal do setor público, que soma o resultado primário aos juros, ficou em R$ 97,6 bilhões em julho; os juros nominais totalizaram R$ 99 bilhões no mês, abaixo dos R$ 109 bilhões de julho de 2025, beneficiados por um ganho de R$ 12,4 bilhões nas operações de swap cambial (ante perda de R$ 3,3 bilhões um ano antes). No acumulado em 12 meses, o déficit nominal chegou a R$ 1.239,8 bilhões (9,34% do PIB).
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