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COP17 termina sem acordo global obrigatório para combate às secas

Conferência na Mongólia encerra sem metas vinculantes, frustrando especialistas e adiando compromissos climáticos para a próxima edição no Egito.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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30/08 às 17:30

Pontos principais

  • A COP17 em Ulaanbaatar não estabeleceu um tratado obrigatório para o enfrentamento da desertificação e secas.
  • Países desenvolvidos e a União Europeia defenderam a manutenção de compromissos voluntários em vez de metas vinculantes.
  • O Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF) foi lançado com meta de captar US$ 400 milhões.
  • O Observatório Internacional de Resiliência à Seca introduziu o Índice de Resiliência à Seca (DRI) para monitoramento de riscos.
  • As negociações sobre medidas concretas foram adiadas para a COP18, que será realizada no Egito.

A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada na Mongólia, encerrou-se sem a assinatura de um acordo global obrigatório para o enfrentamento das secas. A ausência de metas vinculantes gerou críticas de especialistas, que alertam para os impactos econômicos e sociais severos sobre comunidades vulneráveis. A resistência de nações ricas e da União Europeia em assumir compromissos financeiros externos foi o principal entrave nas negociações, resultando no adiamento das decisões estruturais para a COP18, no Egito. Apesar do impasse político, o evento oficializou o lançamento do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), que busca mobilizar US$ 400 milhões para segurança hídrica, além de apresentar o Índice de Resiliência à Seca (DRI), uma nova ferramenta técnica para auxiliar países na avaliação e mitigação de riscos hídricos globais.

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