COP17 começa na Mongólia com foco em combate à seca e restauração
Conferência da ONU reúne 196 países em Ulaanbaatar para discutir financiamento e metas globais de preservação do solo até o dia 28 de agosto.
Pontos principais
- O evento busca estabelecer um instrumento global para a governança sobre secas e metas de Neutralidade da Degradação da Terra.
- Especialistas estimam a necessidade de US$ 1 bilhão diários até 2030 para financiar a restauração de solos degradados.
- O Brasil apresentará seu primeiro conjunto de metas de LDN, com ênfase em conservação e direitos de povos indígenas.
- O aumento de eventos climáticos extremos em diversas regiões intensifica a urgência das negociações sobre segurança alimentar.
- A agenda inclui o lançamento do primeiro Índice Mundial de Resiliência à Seca e um espaço inédito para comunidades tradicionais.
A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) iniciou seus trabalhos em Ulaanbaatar, na Mongólia, reunindo representantes de 196 países para discutir estratégias de restauração de terras. O encontro, que segue até o dia 28 de agosto, prioriza a criação de mecanismos globais de governança contra secas e a implementação da Neutralidade da Degradação da Terra (LDN). A urgência do debate é impulsionada pelo agravamento de eventos climáticos extremos ao redor do mundo, que ameaçam a segurança alimentar e a estabilidade das populações. Especialistas apontam a necessidade de um aporte financeiro de US$ 1 bilhão por dia até 2030 para garantir a recuperação de ecossistemas vitais. O Brasil participa do evento apresentando suas metas nacionais, destacando a integração entre conservação e direitos indígenas, enquanto a conferência oficializa, pela primeira vez, um espaço dedicado à articulação política de comunidades tradicionais.
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